Uruguai

6º Dia (27/12/12, qui): Colonia del Sacramento, um resquício da colonização portuguesa

Total de Km percorridos no dia: 206,8

Depois de comer, passar no banco e abastecer no posto ANCAP, com Super 95. Às 11h15 saímos de Montevidéu para percorrer os 180 km até Colonia do Sacramento, onde atravessamos o Río de la Plata com o Buquebus, até chegarmos em Buenos Aires na Argentina.

Chegamos em Colonia às 13h30; o Buquebus estava marcado para as 20h. Reservamos a tarde para conhecer a cidade, antes de partir para Argentina.

Assista ao vídeo que mostra nossa ida de Montevidéu a Colonia del Sacramento:

 

Colonia del Sacramento é considerada Patrimônio Histórico Cultural da Humanidade pela UNESCO. No Barrio Histórico (Centro Histórico) o que predomina é a arquitetura portuguesa, já que a cidade foi colônia de Portugal por vários anos. O que existe hoje é a sobra das inúmeras disputas entre Portugal e Espanha, por aquele valioso pedaço de terra às margens do Río de la Plata, pelo fácil escoamento de produtos através do rio.

Por 6 anos Colonia del Sacramento foi brasileira, já que após a independência do Brasil, em 1822, o Uruguai foi incorporado ao novo país (o Brasil). Porém apenas 6 anos depois o Uruguai também conquistou sua independência e desde então não houve mais conflitos pelas terras de Colonia.

Antes de irmos ao Barrio Histórico, paramos em um shopping center que fica na beira da Ruta 1, na entrada da cidade. Compramos algumas frutas no Supermercado Ta-Ta para nosso “almoço”.

Em nossa primeira parada no Barrio Histórico deixamos o carro em frente ao Centro de Informações Turísticas, ao lado do Portón de Campo, que é a entrada principal do Barrio Histórico, construído em 1745 para proteger a cidade de invasões.

Após passar pelo Portón de Campo, à direita, está a Plaza Mayor 25 de Mayo toda arborizada e com caminhos para caminhada. Antigamente este espaço era utilizado para manobras militares e como ponto de venda de produtos e escravos.

Ao redor da praça estão museus e ruas históricas que dão acesso ao rio.

O farol, fica ao lado das Ruinas del Convento de San Francisco. Ele tem dois lances, o primeiro mais baixo que o segundo. Fomos nos dois, em ambos a visão é parecida, dando para ver boa parte do Barrio Histórico, o Río de la Plata e sentir a força do vento.

 

Após visitar o farol seguimos até o Bastión de San Pedro, no caminho passamos por algumas casas com arquitetura própria.

Haviam pessoas pescando no Río de la Plata, fomos até as margens do rio onde encontramos umas pedras na sombra que serviram de colchão. Cochilamos por um tempo e depois seguimos de volta para o carro, quando passamos pelo Museo del AzulejoMuseo Municipal e pela Plaza Manuel Lobo.

No carro descansamos um pouco mais. Por falta de conhecimento das distâncias da cidade fomos com o carro (dá para ir apé tranquilamente) até o Muelle 1866 (antigo porto), onde tem um longo pier com várias embarcações. Dali dá para ver a chaminé do Centro Cultural Bastión del Carmen.

Passamos pela Calle Rivadavia, onde é a entrada do Centro Cultural Bastión del Carmen.

Esta rua é um exemplo de rua arborizada. Aliás, não só Colonia del Sacramento, mas também Montevidéu, estão de parabéns neste quesito, as ruas contam com várias árvores em suas calçadas.

Calle Rivadavia

Calle Rivadavia

Quando passamos por Porto Alegre, conhecemos a Rua Gonçalo de Carvalho, intitulada como “rua mais bonita do mundo”, porém em nossa humilde opinião este “título” não cabe aquela rua, pois em Colonia, por exemplo, tem ruas de beleza igual ou quiça maior a dela.

Porto Alegre x Colonia

Porto Alegre x Colonia

Por último passamos pela Basílica del Santísimo Sacramento, são as torres desta igreja que se destacam nas fotos registradas do alto do farol em direção a cidade.

Basílica del Santísimo Sacramento

Basílica del Santísimo Sacramento

 

Depois seguimos para o Buquebus, clique e leia mais

 

Na Argentina nosso GPS não ajudou, o mapa estava mal configurado, tivemos que achar o hotel na raça, consultando o mapinha do vaucher do hotel.  Rodamos cerca de 20 km em uma hora perdidos em Buenos Aires, achamos o hotel às 23h.

Vista da Av. 9 de Julio, da varanda do quarto

Vista da Av. 9 de Julio, da varanda do quarto

 

Mapa do dia

 

Rota

Ruta 1 de Montevidéu a Colonia del Sacramento, pista simples, asfalto bom e pagamos um pedágio, no valor de PU$ 55,00, no quilômetro 107.
Com o Buquebus atravessamos o Río de la Plata até chegarmos na Argentina.


Hospedagem em Buenos Aires

Ritz Hotel, da rede Hostelling International (HI). Bem localizado, na Av. De Mayo, 1111, às margens da Av. 9 de Julio, próximo ao obelisco  Casa da Rosada, Congresso da Argentina, bancos, mercados, restaurantes e estacionamento. Com fácil acesso a vários bairros da cidade.

Levando em consideração o estacionamento, que fica a uma quadra do hotel, esse foi um dos hotéis mais caros que ficamos nesta viagem. Contudo ele é simples e o café da manhã modesto, com poucas opções de frutas e muito croissant. A cozinha dos hóspedes é regular, com fogão elétrico que demora a esquentar e dependendo o que você pretende cozinhar, esqueça: vai demorar muito ou não vai dar certo mesmo.

Ficamos em uma suíte para duas pessoas, com vista para a avenida. O quarto é espaçoso, com pé direito alto, varanda e a cama grande e confortável. Tem ar-condicionado, aquecedor e ventilador de teto. O chuveiro fica dentro da banheira que não arriscamos usá-la, pois estava mal aparentada. Só usamos o chuveiro.

Não tivemos nenhum problema com a roupa de cama oferecida pelo hotel, porém outros hóspedes brasileiros que ficaram no quarto coletivo relataram ter encontrado pulgas nos lençóis.

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 130,00 (ARS 296,00)
Alimentação: R$ 31,70
Abastecimento: R$ 117,65
Passeios: R$ 4,70
Pedágio: R$ 6,50
Buquebus: R$ 450,00

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 2.825,0

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
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