Total de Km percorridos (de carro) no dia: 5

Ah, Buenos Aires! A cidade mais européia da América Latina, uma cidade segura, bonita, cheirosa… Veja bem, há controvérsia! É verdade, não podemos deixar de concordar, que a cidade respira arte e tem arte por todos os lados, mas Buenos Aires não é tão segura como a mídia (grandes operadoras de viagens) diz, ela também não é tão cheirosa: basta caminhar pela Av. de Mayo até o Congreso Nacional que você vai se lembrar de Paraty. Bonita? Isso vai do gosto, claro que tem lugares bonitos por lá, mas toda rosa tem seus espinhos.

Se você pensa em ir para lá buscando um refugio, um lugar calmo, diferente de São Paulo, mude seu destino! Buenos Aires é uma São Paulo reduzida em população, mas com trânsito e violência proporcionais. Em uma tarde presenciamos duas tentativas de assalto.

Acordamos dispostos e empolgados, logo após o café da manhã juntamos nossas mochilas e seguimos nosso roteiro por Buenos Aires, pelos arredores do hotel. Começando pelo famoso Obelisco, que fica no meio da Av. 9 de Julio, na Praça da República. Em volta dele tem as bandeiras da cidade de Buenos Aires e a da República Argentina. Também tem jardins com várias flores rasteiras coloridas, que tiram o cinza da movimentada avenida.

A maioria dos prédios em volta do Obelisco são cheios de propagandas, o consumismo impera no coração da capital argentina.

 

O Teatro Colón fica a um quarteirão dali, mas não fomos até ele. Recomendamos ir para não precisar voltar lá.

Voltamos para Av. de Mayo, em direção a Plaza de Mayo. Está no caminho o famoso Café Tortoni, tinha uma fila grande para entrar e já havíamos tomado café da manhã, por isso não entramos.

A Plaza de Mayo fica em frente a Casa Rosada,  sede do poder executivo da Argentina, por isso, nesta praça os argentinos fazem protestos contra o governo.

A Casa Rosada, além de ser a sede da presidência, também abriga o Museu da Casa do Governo, com material relacionado aos presidentes do país. O nome vem da sua coloração, diz a lenda que esta cor surgiu na época de sua construção, em 1898, quando as tintas mais baratas eram feitas a base de sangue de vaca, tendo cor rosada.

Em volta dessa praça tem vários edifícios históricos, importantes para a cidade e com arquitetura peculiar.

Seguimos nosso roteiro e fomos até a Basilica y Convento de San Francisco, que estava em reforma. Na esquina oposta fica a Farmacia de la Estrella, a mais antiga de Buenos Aires.

Passamos pelo Palacio Raggio, construído em 1910 e que também estava em reforma. Na mesma rua, voltando para a Plaza de Mayo, tem a Igreja de Santo Inácio de Loyola que fica espremida entre os prédios da Calle Bolivar.

De volta a Plaza de Mayo vimos uma torre alta em restauração, era a torre do Palácio da Legislatura. Em frente dele, no meio da Avenida Julio Argentino Roca, está o monumento ao homem que dá nome a avenida.

Voltamos ao hotel e às 17h30 demos sequência ao nosso roteiro em Buenos Aires. A Av. de Mayo liga a Casa Rosada ao Congreso Nacional, em nossa “segunda caminhada” fomos ao Congresso.

Passamos pelo Palacio Barolo, construído pelo arquiteto italiano Mario Palanti (o mesmo do Palacio Salvo de Montevidéu), a pedido do empresário têxtil Luis Barolo, que desde o primórdio pensava em utilizar 3 andares e alugar os demais. Sua arquitetura foi inspirada em A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Hoje no edifício funcionam diversos escritórios. Ele não estava aberto a visitações, entramos apenas no hall, mas já valeu a pena.