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7º Dia (28/12/12, sex): Descobrindo Buenos Aires

Total de Km percorridos (de carro) no dia: 5

Ah, Buenos Aires! A cidade mais européia da América Latina, uma cidade segura, bonita, cheirosa… Veja bem, há controvérsia! É verdade, não podemos deixar de concordar, que a cidade respira arte e tem arte por todos os lados, mas Buenos Aires não é tão segura como a mídia (grandes operadoras de viagens) diz, ela também não é tão cheirosa: basta caminhar pela Av. de Mayo até o Congreso Nacional que você vai se lembrar de Paraty. Bonita? Isso vai do gosto, claro que tem lugares bonitos por lá, mas toda rosa tem seus espinhos.

Se você pensa em ir para lá buscando um refugio, um lugar calmo, diferente de São Paulo, mude seu destino! Buenos Aires é uma São Paulo reduzida em população, mas com trânsito e violência proporcionais. Em uma tarde presenciamos duas tentativas de assalto.

Acordamos dispostos e empolgados, logo após o café da manhã juntamos nossas mochilas e seguimos nosso roteiro por Buenos Aires, pelos arredores do hotel. Começando pelo famoso Obelisco, que fica no meio da Av. 9 de Julio, na Praça da República. Em volta dele tem as bandeiras da cidade de Buenos Aires e a da República Argentina. Também tem jardins com várias flores rasteiras coloridas, que tiram o cinza da movimentada avenida.

A maioria dos prédios em volta do Obelisco são cheios de propagandas, o consumismo impera no coração da capital argentina.

 

O Teatro Colón fica a um quarteirão dali, mas não fomos até ele. Recomendamos ir para não precisar voltar lá.

Voltamos para Av. de Mayo, em direção a Plaza de Mayo. Está no caminho o famoso Café Tortoni, tinha uma fila grande para entrar e já havíamos tomado café da manhã, por isso não entramos.

A Plaza de Mayo fica em frente a Casa Rosada,  sede do poder executivo da Argentina, por isso, nesta praça os argentinos fazem protestos contra o governo.

A Casa Rosada, além de ser a sede da presidência, também abriga o Museu da Casa do Governo, com material relacionado aos presidentes do país. O nome vem da sua coloração, diz a lenda que esta cor surgiu na época de sua construção, em 1898, quando as tintas mais baratas eram feitas a base de sangue de vaca, tendo cor rosada.

Em volta dessa praça tem vários edifícios históricos, importantes para a cidade e com arquitetura peculiar.

Seguimos nosso roteiro e fomos até a Basilica y Convento de San Francisco, que estava em reforma. Na esquina oposta fica a Farmacia de la Estrella, a mais antiga de Buenos Aires.

Passamos pelo Palacio Raggio, construído em 1910 e que também estava em reforma. Na mesma rua, voltando para a Plaza de Mayo, tem a Igreja de Santo Inácio de Loyola que fica espremida entre os prédios da Calle Bolivar.

De volta a Plaza de Mayo vimos uma torre alta em restauração, era a torre do Palácio da Legislatura. Em frente dele, no meio da Avenida Julio Argentino Roca, está o monumento ao homem que dá nome a avenida.

Voltamos ao hotel e às 17h30 demos sequência ao nosso roteiro em Buenos Aires. A Av. de Mayo liga a Casa Rosada ao Congreso Nacional, em nossa “segunda caminhada” fomos ao Congresso.

Passamos pelo Palacio Barolo, construído pelo arquiteto italiano Mario Palanti (o mesmo do Palacio Salvo de Montevidéu), a pedido do empresário têxtil Luis Barolo, que desde o primórdio pensava em utilizar 3 andares e alugar os demais. Sua arquitetura foi inspirada em A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Hoje no edifício funcionam diversos escritórios. Ele não estava aberto a visitações, entramos apenas no hall, mas já valeu a pena.

Ao lado do Barolo está o Edificio La Inmobiliaria, ocupando todo o quarteirão e com duas torres, uma em cada ponta, este prédio chama a atenção de que observa a Av. de Mayo da Plaza del Congreso.

Na Plaza Mariano Moreno tinha um presépio e dela tem-se uma ampla visão da Av. de Mayo. Alguns prédios ao redor chamam a atenção, como o Edificio La Inmobiliaria e o edifício da Av. Rivadavia, 1501.

A Plaza del Congreso fica em frente do Congreso de la Nación Argentina. Nela tem o Monumento a los 2 Congresos, o monumento estava cercado e havia moradores de rua dormindo nas sombras das árvores na beira das cercas.

No Congreso de la Nación Argentina, funciona o Poder Legislativo, as câmaras de Deputados e Senadores. O imponente prédio que ocupa um quarteirão foi construído em 1906.

Do lado do Congresso tem um prédio antigo muito curioso, onde funcionava a Confitería del Molino, que tinha esse nome pois em sua fachada tem um moinho.

Confitería del Molino

Confitería del Molino

Voltamos para a Av. de Mayo. Seguimos em direção a Calle Florida, precisávamos trocar dinheiro e lá tem muitas casas de câmbio, ela é famosa por seu comércio e pelas apresentações de tango, como a que vimos e colocamos um pedaço no vídeo abaixo:

Na casa de câmbio Metropolis Compañía Financiera, trocamos 11 dólares, que nos rendeu 52 pesos argentino e 250 pesos uruguaio que sobraram por 58 pesos argentino, no total ficamos com 110 pesos argentino.

Continuamos na Calle Florida, passamos pelo prédio do Centro Naval, até chegarmos na Plaza San Martín, no bairro Retiro, onde vimos os Palacios Paz e San Martín.

Na praça tem o Monumento al General José de San Martín. José de San Martín foi um dos primeiros libertadores da América, participado ativamente dos processos de independência da Argentina, Chile e Peru. E foi o 1º Presidente do Peru.

Descemos a praça e neste momento fomos abordados por um homem que estava sentado em um banco, ele nos perguntou se éramos argentinos, dissemos que não, ele então disse para tomarmos cuidado com a nossa câmara pois ali era um lugar perigoso. Totalmente o oposto do que lemos nos guias!

Descemos até a Estación Retiro e ao atravessarmos a rua, após o sinal para veículos fechar, um homem de dentro do carro fez sinal para gente ficar de olho e apontou para nossa máquina. Ficamos com medo, tiramos algumas fotos da Estação e da Torre dos Ingleses bem rápido e voltamos para a Calle Florida.

Nesse momento tivemos outra surpresa negativa. Bem na entrada do calçadão uma adolescente acompanhada de duas mulheres, estava mexendo no celular, nisso passou um homem de bicicleta e tentou roubar o celular, ela agarrou o aparelho e o marginal, após o fracasso, desceu a rua rumo a Estación Retiro em alta velocidade.

Já estávamos assustados, ficamos mais ainda. Que cidade era aquela que estávamos? Não era Buenos Aires uma cidade segura?!

Com fome fomos o mais atentos e rápidos possível até o Subway da Av. de Mayo. Comemos um lanche de 15 centímetros cada um e pedimos uma salada (cara: ARS 26,00), a conta com dois lanches e a salada ficou ARS 76,00. “Jantados” voltamos ao hotel.

Pouco antes de anoitecer, perto das 21 horas, fomos ao banco Santander Río e na saída do hotel vimos três adolescentes atravessando a Av. de Mayo correndo loucamente entre os carros. Achamos estranho, desconfiamos que estivessem fugindo da polícia. E acertamos! Não demorou muito e alguns policiais passaram correndo procurando os delinquentes.

No banco da Calle Moreno – 838, sacamos o limite permitido: mil pesos. Para cada saque internacional é cobrada uma taxa de R$ 10,00. Mesmo assim compensa o câmbio nesse saque, com a taxa inclusa, foi de ARS 2,28 para cada real, na casa de câmbio da Calle Florida estava pelo menos 10 centavos mais caro.

Espalhamos o dinheiro pelos nossos bolsos e voltamos ao hotel para guardá-lo. Em seguida fomos de carro, até o bairro Recoleta.

Estacionamos o carro em frente ao Paseo Chabuca Granda. Havia um flanelinha e demos alguns pesos para ele “olhar” o carro. Demos uma volta na praça (paseo), onde ficam a Basílica Nuestra Señora del Pilar onde estava acontecendo uma cerimônia de casamento, e o Cemitério da Recoleta onde está o túmulo da Evita Perón.

Na volta passamos pela Facultad de Derecho (UBA) e pela Floralis Generica, porém não a vimos.

Erramos o caminho indicado pelo GPS, entramos no bairro residencial, tentamos voltar para a avenida e nisso o GPS calculou outra rota, a seguimos e tivemos que pagar um pedágio na Autopista Dr. Arturo Umberto Illia.

Chegamos ao hotel por volta das 23 horas.

 

Mapa do dia


Visualizar Descobrindo Buenos Aires em um mapa maior

 

Hospedagem em Buenos Aires

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 130,00 (ARS 296,00)*
Estacionamento: R$ 29,00 (ARS 66,00)
Alimentação: R$ 33,50 (ARS 76,00)*
Pedágio: R$ 1,10 (ARS 2,50)

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 2.830,0

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
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