Museu

8º Dia (29/12/12, sáb): La Boca e Recoleta em Buenos Aires

Total de Km percorridos (de carro) no dia: 16,9

Depois de um dia corrido, onde passamos por muitos lugares e tivemos algumas surpresas, acordamos tarde e após o café fomos ao Carrefour comprar uns pães, presunto, queijo, bolo, miojo (para nossa janta) e umas cervejas, os secos levamos na viagem do dia seguinte e os molhados levamos ao Brasil.

Após guardar a compra na geladeira do hotel colocamos em prática alguns planos para mais um dia em Buenos Aires.

A ideia era ir ao famoso bairro La Boca, contudo o que lemos nos guias sobre a segurança por lá não nos animava. Ainda mais depois do nosso último dia onde fomos ao Retiro (lugar tranquilo segundo os guias) e fomos diversas vezes alertados por populares na questão de segurança. Achávamos que em La Boca seria muito pior, surgiu a ideia de irmos de táxi, depois quase desistimos de ir.

Por fim, fomos de carro com o seguinte pensamento: a gente passa lá, se vermos que não convêm parar, vamos embora. Resultado: fomos, paramos, conhecemos alguns pontos turísticos e nos sentimos no lugar mais seguro de Buenos Aires.

Antes passamos no Teatro Colón, a principal casa de ópera da cidade e um dos teatros de melhor acústica do mundo. Achamos a visitação muito cara (cerca de R$ 25,00 por pessoa), por isso só o vimos por fora.

Na rua de trás do teatro fomos alertados por seguranças, sobre um individuo que estava de olho em nossa máquina e disse para ficarmos atentos. Foi bom o alerta, o elemento também ouviu e se afastou da gente.

Dali vimos o Monumento a Juan Galo Lavalle, o Mirador Massüe (ex Palacio Costaguta) e o Palácio de Justiça da Nação Argentina.

Pegamos o carro no estacionamento e seguimos para La Boca, que fica a 5 quilômetros (20 minutos de carro) do hotel. No caminho paramos na Iglesia Ortodoxa Rusa de la Santísima Trinidad, que fica em frente ao Parque Lezama, no bairro San Telmo, espremida entre prédios. Sua arquitetura é muito diferente. A igreja estava fechada e no parque não havia muita coisa para ver.

Chegamos a La Boca e sentimos firmeza, a rua estava movimentada e cheia de turistas. Estacionamos o carro ao lado embaixo da arquibancada do Estádio Alberto Jacinto Armando, o La Bombonera, do Boca Juniors.

Fomos visitar o estádio, um verdadeiro templo do futebol mundial. Mas, outra vez fomos “barrados” pelo preço abusivo: ARS 100,00/pessoa (aproximadamente R$ 45) para visitar o museu. Tiramos foto da estátua do Maradona (isso era de graça) e depois por fora do estádio.

Do estádio fomos a pé ao Caminito, pela rua Dr. del Valle Iberlucea. O Caminito é uma rua-museu e talvez seja o lugar mais conhecido de Buenos Aires. O que mais chama a atenção é o colorido das casas dessa rua e dos arredores, as diversas obras de arte e as expressões artísticas. Nessa região também tem vários restaurantes e bares.

O rio mais poluído da Argentina, o Rio Riachuelo, passa ali perto. Naquele trecho do rio é a divisa das cidades de Buenos Aires e Avellaneda.

A margem do rio fica a Fundación Proa, um centro de arte contemporânea que oferece exposições, cinema, cursos e seminários. Em seu terraço tem um restaurante.

Nosso passeio em La Boca demorou 1 hora.

Depois passamos no Santander Río (Calle Moreno, 838) sacamos o limite permitido: mil pesos. Para cada saque internacional é cobrada uma taxa de R$ 10,00. Mesmo assim compensa o câmbio nesse saque, com a taxa inclusa, foi de ARS 2,28 para cada real, em casas de câmbio da Calle Florida estava pelo menos 10 centavos mais caro.

Do banco passamos no hotel deixar o dinheiro e fomos para o bairro Recoleta, que fica a 3,7 quilômetros (10 minutos de carro) do hotel. Na noite anterior também fomos a Recoleta, veja o relato com fotos.

Estacionamos o carro no mesmo lugar do dia anterior, em frente ao Paseo Chabuca Granda.

Visitamos o Cemitério da Recoleta, procuramos o túmulo da Eva “Evita” Perón e foi meio difícil achar, não tem sinalização. Pedimos essa informação aos turistas mesmo que respondiam em espanhol ou inglês. Demorou um pouco, mas conseguimos achar. No mapa no final deste post tem a localização aproximada.

Depois passamos pela Basílica Nuestra Señora del Pilar, pelo Centro Cultural Recoleta e entramos no shopping Buenos Aires Design para usar o toalete. Na praça em frente dessas construções tem uma feirinha de bordados, obras de arte, etc.

Seguimos para a Floralis Generica, uma escultura metálica em forma de flor, que fica na Plaza de las Naciones Unidas, que estava fechada naquele momento. Esta escultura deveria abrir durante o dia e ir fechando até o pôr do Sol, porém segundo a Wikipédia “atualmente, [esse sistema] encontra-se desativado e o Estado alega que o preço do conserto é inviável”.

Facultad de Derecho (UBA), fica ao lado da Plaza de las Naciones Unidas, a frente do prédio é cheio de colunas e não tem cerca ou portões que impeçam subir das escadarias.

Na volta para o carro passamos ao lado do Museo Nacional de Bellas Artes, mas não o visitamos. Entramos no shopping Buenos Aires Design, que é o único shopping temático da cidade, com um conceito de lojas segmentas para decoração, arquitetura, construção e design. Porém nele também tem lojas de outros segmentos e área de alimentação.

Fizemos esse passeio em 1h30, gastamos mais tempo no Cemitério.

Na volta ao hotel, deixamos o carro no estacionamento e fomos ao Subway. Compramos um lanche de 30 cm e um de 15 cm. A conta ficou em AR$ 63,00.

Chegamos ao hotel por volta das 18 horas. Depois de tomar banho e cochilar, fomos fazer nossos miojos. Dormimos cedo para no dia seguinte sair cedo de Buenos Aires e percorrer mais de mil quilômetros até Mendoza.

 

Mapa do dia


Visualizar La Boca e Recoleta em Buenos Aires em um mapa maior

 

Hospedagem em Buenos Aires

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 130,00 (ARS 296,00)*
Estacionamento: R$ 31,20
Alimentação: R$ 44,85 (ARS 102,30)*

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 2.846,9

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
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