Total de Km percorridos (de carro) no dia: 1.071,2

Acordamos por volta das 9 horas, fizemos as malas e após o café da manhã fomos encher o tanque para percorrer mais de mil quilômetros, até Mendoza. Abastecemos no posto Shell, com a Super 95 (gasolina), pagamos ARS 6,57 (R$ 2,90) por litro.

Buenos Aires (e nosso GPS) parece que não queria deixar a gente partir. Por diversas vezes erramos a entrada da Av. 25 de Mayo, que dá acesso a Ruta 7, até que conseguimos acessá-la pela Av. 9 de Julio.

Na saída de Buenos Aires a estrada é excelente: tem 3 faixas e o asfalto é um tapete. A velocidade máxima permitida nesse trecho chega a 130 km/h. Porém isso tudo tem um preço, as praças de pedágios aparecem com frequência. Ao todo pagamos 11 pedágios.

Assim que a capital vai ficando para trás, a estrada vai perdendo suas faixas e os pedágios ficam menos frequentes. Logo tem um pequeno trecho que está em obras de duplicação, onde a estrada fica muito ruim.

Passando este trecho a rodovia, em pista simples, tem o tráfego reduzido. O asfalto fica bom e a pista sem curvas e plana. A velocidade máxima permitida passa para 80 km/h, porém não vimos nenhum motorista respeitando a sinalização.

Fomos a uma velocidade média de 120 km/h e os carros argentinos nos ultrapassava sem muito esforço. Certamente muitos deles trafegavam a mais de 140 km/h.

Passamos por uma região cheia de lagoas, por ser época de chuva, elas estavam cheias. Em alguns trechos havia água dos dois lados da estrada.

Durante todo o percurso fomos com o farol aceso, assim como a maioria dos carros. Não sabemos se isso é lei como no Uruguai, mas é uma atitude prudente levando em conta a alta velocidade e a pista simples.

Fizemos somente duas paradas, uma para comprar líquidos e outra também para abastecer. Em um posto Esso, enchemos o tanque com nafta (gasolina) 5000, por ARS 8,13 (R$ 3,60) por litro.

Aconselhamos manter pelo menos meio tanque com combustível, nessa região não é fácil achar postos, a distância é longa e não tem muito movimento na rodovia.

Na região de San Luís a pista volta a ser duplicada, porém o asfalto durante alguns quilômetros tem imperfeições e muitos buracos.

Na entrada do departamento (estado) de Mendoza, em Desaguadero, tem o “Programa Barreras Sanitarias“. É como se fosse uma aduana, os vigilantes lhe recebem e pedem gentilmente para ver seu porta-malas e perguntam se tem alguma fruta. O objetivo dessa abordagem é tornar Mendoza área livre de moscas-das-frutas (praga que ataca as plantações de uva, entre outras) com reconhecimento internacional, valorizando ainda mais os vinhos fabricados na região. Eles entregaram um folheto semelhante a este (clique) e na saída o carro passa por um esguicho, que deve ser veneno para inibir a proliferação das moscas, por isso, feche os vidros.

A viagem foi muito cansativa, saímos de Buenos Aires às 11h20 e depois de aproximadamente 11 horas chegamos a Mendoza, já à noite. Estava calor e o Sol junto com o céu azul nos acompanharam durante a viagem. Não tem muitas opções para alimentação na estrada, como aqui no estado de São Paulo tem Frango Assado, Graal, etc. Não vimos nenhum posto, nem restaurante, para essa finalidade. Sorte nossa que no dia anterior fomos ao mercado e compramos coisas para comer durante essa longa viagem.

Alguns trechos da nossa viagem podem ser vistos no vídeo abaixo:

Mendoza fica em uma região árida, o ar é muito seco e sentimos isso quando fomos aproximando da região. É bom levar cloreto de sódio em spray para manter as vias nasais hidratadas e claro, beber muita água.

Chegamos a Mendoza e fomos direto ao Hostel Puertas del Sol, onde tínhamos uma reserva. Pegamos as malas e deixamos o carro em um estacionamento no quarteirão detrás, indicado pelo hostel, voltamos ao hostel e dormimos depois do banho.

 

Hospedagem em Mendoza

Dormimos no Hostel Puertas del Sol, onde tínhamos feito a reserva para 3 noites em suíte para casal. Porém quando chegamos fomos “recepcionados” por um cara muito doido. O hostel estava deserto.

Falamos com o rapaz, mostramos o comprovante da reserva (e-mail) e ele falou que o quarto reservado já estava ocupado, pediu desculpa e mostrou outro quarto para gente. Era um quarto coletivo para até 8 pessoas, sem banheiro. Ele deu desconto e como já era tarde e estávamos cansados aceitamos.

O chuveiro do banheiro coletivo era péssimo! Não tinha “divisor de água”, a água caia como um jorro. E a temperatura ou era muito quente ou muito fria, não tinha meio termo. A cozinha também era bem suja. O clima do hostel era sinistro, não era confortável.

 

Mapa do dia


Visualizar Buenos Aires a Mendoza em um mapa maior

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 66,40 (ARS 150,00)*
Alimentação: R$ 7,80 (ARS 17,60)*
Abastecimento: R$ 249,55 (AR$ 564,00)
Pedágios: R$ 24,80 (AR$ 56,00)
Estacionamento: R$ 14,60 (ARS 33,00)

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 3.918,1