Visitamos o complexo da Caverna Aroe Jari no terceiro dia (27/12/2013) da nossa viagem de carro pelo Centro-Oeste brasileiro, esse foi o primeiro passeio do dia, e além de conhecermos a maior caverna de arenito do Brasil, a Aroe Jari, conhecemos a Ponte de Pedra, a Pedra do Equilíbrio, a Gruta da Lagoa Azul e a Caverna Kiogo Brado.

Após o café da manhã, partimos para a caverna Aroe Jari às 10h15 e em 45 minutos chegamos na bilheteria/restaurante da Fazenda Água Fria que dá acesso a caverna. Foram 45 km percorridos e quase todos asfaltados, só um pequeno trecho – da BR-251 até a fazenda – que é de terra, em meio as plantações de soja, mas a estrada é boa quando não está molhada.

Fomos sem guia contratado e tivemos que contratar um para fazer a trilha até a caverna. Além de pagar a taxa de visitação no valor de 30 reais por pessoa, o guia cobrou 120 reais por sua diária. A fazenda também oferece almoço na volta da trilha, caso haja interesse deve ser feita a reserva antes de fazer a trilha. O valor por pessoa é 25 reais. Optamos em não almoçar lá já que vimos opções mais em conta na cidade.

Seriema curiosa

Seriema curiosa

Colocamos perneiras de couro por medida de segurança contra picadas de cobras e outros animais peçonhentos típicos da região e começamos a trilha por volta das 11h30. São aproximadamente 5,5 km até a Caverna Aroe Jari e um total de 11 km de trilha pelo cerrado. Estava muito calor e “um” sol de rachar e logo no início o guia previu chuva na volta.

A primeira parada foi na “Ponte de Pedra”, que é uma grande pedra com um vão que lembra uma ponte, mas não passa água sob ela. Dali dá para ver a extensão do cerrado na Chapada dos Guimarães. Tiramos algumas fotos da paisagem, o guia tirou algumas da gente e seguimos a trilha.

Passamos por um alguns pés de frutas e o guia sempre falava os nomes delas e algumas até experimentamos diretamente do pé.

Logo entramos em uma “mata”, onde o sol nos deu um descanso. Passamos por algumas pontes de madeira e aço sobre riachos. Na ida não houve a necessidade de encher as garrafinhas, mas tem bons pontos para isso.

Depois de um pequeno trecho de subida chegamos a Caverna Aroe Jari, a maior caverna de arenito do Brasil, com 1.550 m de extensão. O guia explicou que não seria possível atravessar a caverna, já que era época de chuva e ela estava alagada.

Essa caverna é conhecida por mais dois nomes, além do nome oficial “Aroe Jari” que é um termo indígena e significa “buraco (ou morada) das almas”, por isso, ela também é conhecida como Gruta das Almas. A outra forma que ela é conhecida é Caverna do Francês, isso porque o francês Ramis Bucair teria feito os primeiros relatos científicos sobre a caverna, no início da década de 1970. Porém há relatos de que a caverna foi habitada por povos indígenas desde tempos pré-históricos.

Com lanternas adentramos até o Salão do Chuveiro, onde há uma espécie de chuveiro/cachoeira, que justifica o nome do salão. Por ser água corrente esse é o único ponto de água de dentro da caverna que pode ser tocado, os demais que ficam parados o guia recomendou que não tocássemos por ter risco de pegar doença, já que tem muito morcego na caverna e as fezes deles misturam-se a água parada. Assim, seguimos até onde estava seco – cerca de 100 metros.

Saímos dela e por uma trilha por fora da caverna chegamos a outra entrada dela.

Quando chegamos lá fomos recepcionados por dezenas de maritacas, que em casal “gritavam” sem parar. Com o eco da caverna o barulho era ensurdecedor.

Depois de descer pelas pedras entramos novamente na Caverna Aroe Jari e fomos até onde estava seco. Não vimos nada diferente no percurso, o mais legal foi ficar quase na escuridão total e sentir a brisa que vinha de dentro da caverna.

Na volta saímos por outro acesso, plano, porém baixo e estreito. Saímos próximo da Gruta da Lagoa Azul.

 

Gruta da Lagoa Azul

A Lagoa Azul é uma piscina natural coberta com águas azuis e cristalinas. Em determinadas épocas do ano o sol entra na gruta e deixa a água ainda mais azul. Quando fomos não estava na época do sol entrar na Gruta da Lagoa Azul, mas mesmo assim, dava para ver nitidamente a cor da água e de tão cristalina mal dava para saber onde começava o espelho da água, por diversas vezes quase pisamos na água achando que era chão, o que é proibido.

Para preservar essa beleza natural a administração da fazenda não permite banho na lagoa. Outro motivo da proibição do banho é embora não pareça, a profundidade da lagoa chega a 6 metros.

E as maritacas mais uma vez marcaram presença e dessa vez com direito a fotografia, ali elas também estavam “gritando” sem parar.

Depois de descansar e relaxar ouvindo os sons da natureza, voltamos para a trilha e fomos a Caverna Kiogo Brado.

 

Caverna Kiogo Brado

A entrada dela tem cerca de 30 metros de altura, ela tem 273 metros e é formada por um único vão, sendo percorrida por um curso d’água em toda a sua extensão.

O interessante é poder atravessá-la conseguindo ver a saída e a entrada, já que a luz penetra pelas entradas e mantém a cavidade fracamente iluminada em toda sua extensão. Para quem tem fobia pode ir nessa caverna que não tem erro.