Conhecendo as Linhas de Nazca no modo econômico

Basicamente existem duas opções para conhecer as Linhas de Nazca: aérea e terrestre. A primeira é muito mais cara, porém é a mais tradicional e a melhor – já que se conhece a maioria das linhas num sobrevoo. A segunda é a mais econômica, é possível ver algumas linhas por meio dos mirantes às margens da Rodovia Panamericana e visitar o Museu Maria Reiche.

O sobrevoo estava fora de cogitação para gente desde o planejamento do nosso mochilão de lua de mel. O investimento era muito alto: aproximadamente 70 dólares de avião e mais 25 soles de taxa aeroportuária. Isso vezes dois, chegava perto de R$ 490. Sem chance!

Pesquisando em blogs da Rede Brasileira de Blogueiros de Viagens (RBBV), encontramos dicas de como conhecer as famosas linhas sem sobrevoa-las. E quando chegamos a Nazca, vimos que essa prática é mais comum do que imaginávamos.

Logo que chegamos ao hostel foi oferecido passeios pela cidade e o para as Linhas de Nazca de carro estava com o preço dentro do previsto, comparando com outros relatos que acertaram diretamente com o taxista. Fechamos ali mesmo e por volta das 16h o guia e chofer, o Arturo, passou no hostel nos pegar.

 

Conhecendo as Linhas de Nazca via terrestre

No caminho o guia Arturo conversou com a gente e foi contando algumas histórias do local. Uma delas foi sobre pequenos furacões que se formam no deserto de Nazca e fazem a limpeza natural das linhas que foram criadas pela civilização Nazca entre 400 e 650 anos depois de Cristo.

Logo chegamos ao primeiro mirante, é uma torre com vista para três linhas: uma árvore, as mãos de coruja e um réptil. A estrada passa por cima do último, isso porque quando construíram a Rodovia Panamericana as Linhas de Nazca ainda não eram conhecidas. Também foi possível ver algumas linhas sem formas, chamadas simplesmente de geoglifos.

Depois de passar pelo Museu Maria Reiche (leia mais abaixo), seguimos ao 2º mirante. Outra torre, onde foi possível ver algumas Linhas das Pampas de Jumana, ou Linhas de Palpa, em um pequeno morro estão: uma família, menina, Sr. Cartola, homem velho, homem de chapéu e homem e o pássaro.

O 3º e último mirante, é no caminho de volta para Nazca, sobre um morro. O principal atrativo não é nenhuma linha, pois dele só é possível ver geoglifos e marcas de fortes chuvas de 1993, nada muito empolgante. A principal atração ali é o pôr do sol.

“Juntos e com a sensação de dever cumprido, foi [o pôr do sol] fantástico!”Para gente foi muito especial, por ser o último pôr do sol de um ano repleto de desafios e, a maioria deles vencidos, com muita luta. Um deles, o mochilão de lua de mel, transcorria tudo melhor que o planejado. Aquele pôr do sol veio para fechar o ano com “chave de ouro”. Juntos e com a sensação de dever cumprido, foi fantástico!

As Linhas de Nazca ainda são preservadas graças ao terreno em que foram esculpidas e as condições climáticas do Deserto de Nazca. Lá chove em torno de 10 mm ao ano e as temperaturas são estáveis. Os pequenos furacões ajudam a limpar linhas, tirando a poeira e mantendo-as visíveis.

 

Museu Maria Reiche

Entre o 1º e 2º mirante visitamos o Museu Maria Reiche, que fica em meio ao deserto e ocupa a antiga casa da pesquisadora alemã que dedicou a vida estudando as Linhas de Nazca e das Pampas de Jumana.

O espaço, mesmo sem guia, ajuda a entender um pouco sobre as enigmáticas linhas e dá uma visão das condições de estudos da equipe e da Maria Reiche, já que era lá, na modesta cabana, que ela se hospedava quando pesquisava as Linhas. O acervo conta com fotos, mapas e alguns materiais arqueológicos, utilizados durante os estudos, além disso, há um pouco da história da alemã.

No lado de fora tem um jardim e é nele que a Maria Reiche-Große Neumann está sepultada. Ela faleceu em 1998, em Lima. O museu foi inaugurado em 1994, quando ela estava viva.

 

Quanto custa conhecer as Linhas de Nazca via terrestre?

Guia e traslado: S/. 70,00 (±R$ 76,30)
Ingresso aos mirantes artificiais: S/. 2,00 cada mirante (±R$ 2,20)
Ingresso ao Museu Maria Reiche: S/. 5,00 (±R$ 5,45)

Valores por pessoa.

 

Mapa das Linhas de Nazca via terrestre

 

Sobrevoo virtual pelas Linhas de Nazca e das Pampas de Jumana

Esses sobrevoos virtuais foram desenvolvidos pelo projeto russo AirPano, no site do projeto têm tours virtuais de vários pontos famosos do mundo. Confira abaixo, na sequência: as Linhas de Nazca e as Linhas das Pampas de Jumana.

 

Lua-de-mel: Mochilão É Tetra!
Esse post faz parte da viagem “Lua de mel: Mochilão É Tetra!“, onde passamos pela Bolívia, Peru, Equador e Colômbia.

Lucas Furlan

Nascido e criado em Santa Bárbara d'Oeste-SP, vim ao mundo no século passado em 1.990. Sou formado em Publicidade e Propaganda e desenvolvedor web. Gosto de fotografia, sempre gostei de viajar e de aventuras. Resolvi fazer o blog para compartilhar minhas experiências.

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1 comentário

  1. 03/11/2016

    […] 21º dia do Mochilão É Tetra!, deixamos as colinas de Nazca e partimos rumo à Paracas, na província de Ica. A continuação das terras desertas mesmo […]

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