Uruguai

3º Dia (24/12/12, seg): Porto Alegre a Montevidéu

Total de Km percorridos no dia: 879,4

Acordamos bem cedo, tomamos café e às 7h50 partimos de Porto Alegre a Montevidéu. Uma viagem longa. Passamos pela Estação Ecológica do Taim, pela primeira vez atravessamos a fronteira do Brasil e fizemos paradas para conhecer alguns pontos do litoral uruguaio.

Entre Porto Alegre e Chuí, na altura da cidade de Rio Grande, a BR-471 corta a Estação Ecológica do Taim, a velocidade fica reduzida a 60 km/h pelo risco de algum animal atravessar a pista. Há vários animais atropelados na rodovia.

Paramos em um posto para almoçar. Restaurante self-service, comida boa e barata, mas não lembramos o nome do posto e não temos foto, ele fica aproximadamente a 115km de Chuí, na BR-471. Foi um almoço bem rápido.

Chegamos em Chuí às 13h50. Encontramos uma cidade bastante movimentada e um trânsito confuso na avenida que é a fronteira do Brasil com Uruguai. Paramos por ali para procurar uma casa de câmbio, são várias, porém com pressa não pesquisamos e trocamos na Cambio Nelson, que estava mais próxima do carro. Com câmbio de UR$ 8,50 (pesos uruguaio) para cada real. Trocamos R$ 580,00.

Fomos direto para a aduana, pois esquecemos que no Uruguai a gasolina era mais cara que no Brasil. Em Porto Alegre pagamos R$ 2,74 no litro da gasolina e no Uruguai UR$ 37,70 (R$ 4,44). Portanto, abasteça antes de atravessar a fronteira. Abastecemos no posto ANCAP com a Super 95.

Os procedimentos na aduana foram rápidos, duraram menos de 30 minutos.

 

– Veja a documentação necessária para entrar no Uruguai

.

Na altura do quilômetro 300 da Ruta 9, a estrada transforma-se uma pista de emergência para aviões, com 6 km de extensão, que eventualmente era utilizada por aviões que faziam a rota Montevidéu – Porto Alegre ou São Paulo, após a estrada ser fechada aos carros pela força militar.

 

Parque Nacional de Santa Teresa

Tempo do passeio: 2 horas
Endereço: Ruta 9 (ver mapa)
Investimento: R$2,00 (ingresso por pessoa)

Fizemos nossa primeira parada no Parque Nacional de Santa Teresa, localizado a 35 km da aduana. Por ser segunda-feira a Fortaleza Santa Teresa estava fechada para visitação. Tiramos algumas fotos externa e nos passaram a informação que havia praias no Parque.

Com o carro, fomos até a praia, descemos por uma área de camping, algumas casas e banheiros. Um espaço agradável e cheio de árvores. Ficamos surpresos com a vista da praia, sem dúvida, um dos pontos marcantes da nossa viagem.

As praias são extensas e com grande faixa de areia, tudo bem preservado e limpo.

Próximo da Playa de la Moza tem estacionamento e para quem quiser passar um dia por lá, no meio dela há um restaurante, porém como já havíamos almoçado apenas passamos por ele. Estávamos cansados e fazia calor, ficamos um tempo na praia nadando e relaxando.

 

Punta del Diablo

Tempo do passeio: 35 minutos
Endereço: Ruta 9 (ver mapa)
Investimento: Grátis

Há 15 Km ao sul de Santa Teresa está Punta del Diablo, um vilarejo charmoso com uma praia movimentada. Conforme fomos entrando no povoado, fomos nos sentindo dentro do cenário de um filme na Califórnia. As casas são de madeira e coloridas, as ruas de terra e com vários quadriciclos andando por elas junto aos pedestres.

Estacionamos o carro próximo a Playa de los Pescadores, onde, do lado direito, há uma península com algumas construções abandonadas com pinturas em grafite, monumento “De Artigas a Bolivar” e vista panorâmica das praias.

 

Seguindo viagem sentido Montevidéu, pela Ruta 9, fomos parados pela polícia “rodoviária”. O guarda, bastante sereno, pediu o documento do carro, do motorista e a carta verde. Ele checou a documentação e viu que estava tudo certo com a documentação.

Em seguida nos perguntou se sabíamos porque ele havia nos parado, respondemos que não. Estávamos com a lanterna acesa, ele então nos explicou que tínhamos que ascender os faróis (“faro largo”) nas estradas o tempo todo. Ele apenas nos orientou, sem cogitar a aplicação de multa. Ascendemos o “faro largo” e seguimos viagem.

No caminho até a capital uruguaia, pagamos três pedágios: na Ruta 9, km 177,65 e na Ruta Interbalnearia General Liber Seregni, nos km 82 e 33. Ambos UR$ 55,00 (R$ 6,47) cada. E vimos algumas peculiaridades: um carro que é piada no Brasil, não pelo carro em si, mas pelo nome “Chana”, o Cerro Pan de Azúcar e placas indicando 75 Km/h de velocidade máxima.

Chegamos em Montevidéu no anoitecer, era noite de natal e tinha muitas famílias nas ruas, na beira das calçadas, montando suas grelas para fazer o tradicional prato uruguaio, a parrillada. Infelizmente não tiramos fotos.

Após uma longa viagem, nossa noite de natal foi de descanso.

 

Mapa do dia


 

Hospedagem em Montevidéu

Ficamos no Hotel Califórnia, na rua paralela a principal avenida de Montevidéu, perto da Ciudad Vieja. Fomos muito bem recepcionados, nos levaram para um quarto no 4º andar. O piso do corredor e do quarto é de carpete. O quarto tem banheiro privativo, frigobar, ar-condicionado, TV, ventilador  e vista para a rua. A cama é grande e confortável.

O café-da-manhã conta com várias opções de frutas, pães, recheios (manteiga, cheddar, doce de leite, entre outros), leite, café, iogurtes, sucos e croissant (salgado e doce).

Além do wi-fi no quarto, o hotel também tem um computador disponível aos hospedes na recepção, com acesso a internet.

O estacionamento que tem convênio com o hotel fica dobrando o quarteirão, na mesma calçada. As vagas do hotel ficam no último (4º ou 5º) andar do estacionamento.

 

Rota do dia

Quase todo trajeto é pista simples, apenas alguns trechos são duplicados. A pavimentação de todas as rodovias utilizadas neste trecho é muito boa, são elas: BR-116 (até Pelotas), BR-392 (até o distrito de Quinta), BR-471 (até a fronteira com o Uruguai), Ruta 9 (até Pan de Azúcar) e Ruta Interbalnearia General Liber Seregni (até Montevidéu).

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 143,20*
Alimentação: R$ 17,00*
Abastecimento: R$ 118,00
Pedágios: R$ 60,91
Passeios: R$ 4,00*

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 2.210,0

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
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