No primeiro dia (25/12/2013) da nossa viagem de carro de Santa Bárbara d’Oeste-São Paulo a Chapada dos Guimarães-MT, percorremos 902 km e paramos para dormir em Jataí, no estado de Goiás. Acordamos e seguimos viagem até a Chapada dos Guimarães, foram mais 718 km. No total rodamos 1.620 km em dois dias de viagem.

Um dia antes de viajar fomos ao mercado e compramos várias coisas para comer durante a viagem: dois pães de forma, bolacha água e sal, bolo e galão de água. Além de shampoo e condicionador, protetor solar e repelente (para o Pantanal). Gastamos aproximadamente R$ 70,00.

No dia de Natal, às 7h30, saímos de casa em direção a Jataí – nossa escala até Chapada dos Guimarães. Foi uma viagem bastante cansativa, não só pela distância, mas também porque passamos a ceia de Natal com nossos parentes e fomos dormir tarde.

Sem planejar direito nossa rota, confiamos e seguimos as indicações do GPS. Fomos pelas Rodovias Bandeirantes (até Cordeirópolis), Washington Luiz (até Matão) e Brigadeiro Faria Lima (até a divisa com Minas Gerais). Essas três rodovias são excelentes, duplicadas, com asfalto bom, bem sinalizadas, com serviço de apoio ao usuário e claro: todas recheadas com pedágios.

Atravessando a fronteira com Minas Gerais e a Rodovia Brigadeiro Faria Lima passou a ser BR-364, pista simples de mão dupla e sem pedágios. Devíamos ter seguido por ela até Jataí, mas quando entramos em Frutal (a primeira cidade de Minas Gerais) para abastecer o carro com etanol em um BR/Petrobrás, por R$ 2,19/litro. Nosso GPS recalculou a rota e não percebemos que ele tinha mandado a gente para a MG-255 e não de volta para a BR-364.

Só fomos perceber que estávamos errados quando chegamos à cidade de Itapagipe e ao pegar o trecho sentido São Simão a estrada ser de terra. O GPS indicava que aquele era o caminho correto.

A gente arriscou ir pela terra. Desligamos o GPS e fomos pedindo informações para quem passava pela estrada que estava movimentada – provavelmente por causa das festas de Natal. Mesmo assim, erramos caminho umas três vezes, mas depois disso encontramos uma família que nos deu ótimas dicas e com elas não erramos mais e chegamos à BR-364, no trecho próximo a Campina Verde.

Essa estrada de terra passa por diversas fazendas em meio ao cerrado mineiro e é cheia de mata-burro e bifurcações.

Novamente na BR-364, teoricamente era só seguir por ela até Jataí, porém quando chegamos perto de Gurinhatã o asfalto acabou. Cansados de estrada de terra e com medo das condições da estrada decidimos pegar a estrada que liga Gurinhatã até Flor de Minas, na BR-365 e seguir por ela até voltar na BR-364, na divisa com Goiás. Assim, segundo nosso mapa, pegaríamos só asfalto andando cerca de 50 km a mais. A estrada não tinha acostamento, mas o mapa acertou, ela era asfaltada.

Na divisa com Goiás voltamos para a BR-364 e aí sim ela ficou asfaltada até Jataí, a cidade que fizemos escala para dormir antes de chegarmos a Chapada dos Guimarães.

Nesse trecho abastecemos em um auto posto sem bandeira em Naveslândia e pagamos R$ 2,10 por litro de etanol.

Mesmo sem muito planejamento de rota e errando caminho, chegamos a Jataí no horário previsto: 19 horas, porém sem parar para comer. Procuramos um hotel para dormir e ficamos no Guerini Suíte Hotel.

Depois da gente se acomodar no quarto, pedimos duas “Porções Especiais” (arroz, feijão tropeiro, farofa e mandioca) e um espetinho de frango, no Espetinho do Cunhado. Cada porção custou 9 reais, o espetinho 3 e a entrega 3. O total ficou 15 reais. A porção era grande e estava muito boa.

No segundo dia da viagem (26/12/2013) de Santa Bárbara d’Oeste-São Paulo a Chapada dos Guimarães-MT, parando para dormir em Jataí. Acordamos cedo e desfrutamos de um farto café da manhã. Logo depois saímos do hotel e abastecemos o carro ainda em Jataí, em um posto Shell próximo ao Guerini Suíte Hotel, onde o etanol estava a R$ 2,10/litro. Às 8h50 saímos de Jataí e fomos até Chapada dos Guimarães, percorremos quase 720 km, em pouco mais de 10 horas, chegamos na Chapada às 19 horas.

Fomos pela BR-364 até Cuiabá, que em sua maior parte é mão dupla, com asfalto ruim, alguns trechos sem acostamento e sinalização precária, porém sem pedágio.

Em um trecho de serra, pouco antes de chegar a Pedra Preta, o asfalto fica péssimo, com muitos buracos. Mesmo assim, a velocidade dos veículos é muito alta, outro fator preocupante é a quantidade de ultrapassagens que são realizadas em locais indevidos, o pessoal abusa da sorte!

O tráfego de caminhões é intenso em toda rodovia, principalmente na região de Rondonópolis.

Paramos para abastecer duas vezes, uma em Alto Garças: em um posto sem bandeira, onde o etanol custava R$ 1,98/litro; e outra em Jaciara: em um posto da rede Ale, pagamos R$ 1,99/litro de etanol. No primeiro compramos três garrafinhas de água gelada e no segundo tinha água de filtro e gelada disponível gratuitamente, aproveitamos e enchemos nossas garrafas.

Embora a rota mais indicada para chegar a Chapada dos Guimarães, vindo de Goiás, é seguir pela BR-364 até Jaciara e de lá pegar uma estrada sentido Campo Verde e depois seguir até Chapada dos Guimarães, nós seguimos na BR-364 para passar por Cuiabá para ao menos ver a capital do Mato Grosso.

Cuiabá estava um verdadeiro canteiro de obras para a Copa do Mundo Fifa 2014 e tivemos que passar por diversos desvios mal sinalizados, obviamente erramos caminho várias vezes e isso atrasou a viagem, além de nos estressar.

Depois de conseguir sair de Cuiabá pegamos a BR-251 sentido Chapada dos Guimarães. A estrada é razoável com um bom trecho duplicado e sem pedágio. Nessa via, de longe já dá para ver a Chapada dos Guimarães, a estrada também passa pelo Parque Nacional da Chapada dos Guimarães onde a paisagem fica ainda mais bonita.

Passamos pelo Portão do Inferno, que é um local onde houve muitos acidentes fatais por ser um trecho muito perigoso da rodovia, que une curvas e precipício.

Quando chegamos à cidade entramos na primeira vila para procurar hotel – fruto da nossa falta de planejamento, não sabíamos que o centro da cidade ficava mais para frente da rodovia. Resultado: ficamos na Pousada do Didi, na Aldeia Velha. Achamos ela seguindo placas.

À noite fomos jantar no centro. Comemos um cachorro-quente (R$ 8,00) cada e um litro de refrigerante (R$ 4,00) no Big Dog Lanches, uma lanchonete especializada em cachorro-quente com várias opções do lanche no cardápio, todos com o molho especial da casa.

Depois comemos uma tapioca cada um em um carrinho na Praça Dom Wunibaldo, em frente à Igreja de Santana do Sacramento. Tivemos que repetir nosso pedido três vezes para depois de mais de 30 minutos apenas uma tapioca ficar pronta. Demorou mais de uma hora para as duas tapiocas ficarem prontas, com direito a queda de energia na praça e arredores e para piorar as tapiocas não estavam muito saborosas. Cada tapioca custou 5 reais.

Voltamos à pousada e dormimos.

 

Hospedagem em Jataí

Assim que chegamos a Jataí procuramos hotel e vimos uma placa do Guerini Suíte Hotel, fomos até ele e gostamos muito do hotel. Ele é novo, bem localizado (na avenida de acesso a BR-364), o quarto tinha ar-condicionado, frigobar, era espaçoso (com armário para pendurar roupas e mesinha para notebook), limpo e a cama muito confortável. O sinal do wi-fi chegava ao quarto e a velocidade da internet era boa.

O estacionamento para veículos é junto ao hotel, o que facilita na hora de descarregar e carregar o carro.

Outra coisa que nos agradou foi a ducha, saia bastante água e a regulagem da temperatura era precisa. Além da roupa de cama o hotel oferecia toalhas, tudo incluso no valor da diária.

O café da manhã é farto, com várias opções de frios, pão francês, pão de forma normal e integral, leite, iogurte, sucos, bolos, doces, etc. Estava tudo muito gostoso.

Pegamos uma promoção e pagamos 120 reais na diária para duas pessoas. O preço de balcão era algo em torno dos 170 reais.

 

Hospedagem em Chapada dos Guimarães

A Pousada do Didi fica na Aldeia Velha, uma vila da Chapada dos Guimarães. Achamos ela seguindo placas e ficamos nela, mesmo sem ver o quarto ou procurar outra pousada. Depois nos arrependemos disso.

O quarto não estava 100% limpo, havia um pouco de areia no banheiro e o frigobar estava sujo, deixando o quarto fedido. Além disso, no banheiro a área reservada para banho era espremida.

A parte boa é que o quarto tinha ar-condicionado, wi-fi que pegava bem, cama de cama e toalhas. O estacionamento era dentro da pousada.

Já o café da manhã deixou a desejar, não tinha muitas opções e o que tinha não estava muito saboroso. Havia pão francês e de forma, presunto, queijo, manteiga, café, leite, achocolatado, suco (aparentemente de pozinho), bolacha e bolo.

 

Mapa de Santa Bárbara d’Oeste-São Paulo a Chapada dos Guimarães

 

Investimentos do 1º e 2º dia

Hospedagem: R$ 250,00*
Alimentação: R$ 135,00*   **
Combustível: R$ 254,53
Pedágios: R$ 48,00
TOTAL: R$ 687,53

* Valor calculado para duas pessoas.
** Com a compra no mercado, incluso shampoo, condicionador, protetor solar e repelente.

Total de km percorridos até esse dia/Total percorrido na viagem: 1.620,5 / 5.107,2