Ouro Preto

Roteiro a pé: Igrejas de Ouro Preto (5º dia #MG13)

5º Dia da viagem: 03/07/2013, quarta-feira

Como esse era nosso último dia para aproveitar a cidade, e com certeza não daria para aproveitar todos os passeios, decidimos então fazer uma caminhada pelas ladeiras da cidade para conhecer algumas igrejas de Ouro Preto, já que no dia anterior priorizamos os museus. E ainda, acabamos visitando a Casa da Ópera e alguns museus religiosos.

Mesmo com céu nublado e com momentos de garoa, fizemos o percurso ilustrado no mapa abaixo, começando pelo Santuário de Nossa Senhora da Conceição, logo após o café da manhã:

Dica: Na frente das igrejas é comum a presença de guias que costumam abordar os turistas sem antes perguntarem se precisam de informações, eles já chegam falando a história da igreja para você. Se você não estiver precisando, não aceite as informações e tente cortar a conversa o mais rápido, pois se der trela o guia vai pedir que você “colabore” com ele (leia-se dê dinheiro).

Ouro Preto é uma cidade histórica, do tempo da colonização do Brasil, caminhar pela cidade é como se fizéssemos uma viagem ao passado. A cidade inteira é tombada, por isso não é permitida a construção de prédios com mais de três andares. Na parte central não existe asfalto, todas as ruas são de pedra e quando você não está subindo, está descendo.

A maioria das igrejas não permitem filmagens nem fotografias em seu interior. Algumas vendem postais com fotos internas e externas, por isso, não temos fotos internas de todas as igrejas e museus.

Abaixo um pouco de informação de cada local que visitamos neste dia, por ordem de visitação:

 

Santuário de Nossa Senhora da Conceição

Esse Santuário estava fechado para reformas. É nele que estão sepultados Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e o seu pai, Manuel Francisco Lisboa, autor do projeto do Santuário que levou 19 anos (1727 a 1746) para conclusão das obras.

Também é nesse local que fica o Museu do Aleijadinho, mas como a igreja está em reformas o museu foi transferido provisoriamente para a Igreja São Francisco de Assis – essa igreja e o museu a gente visitou no dia anterior, clique para ler o relato.

 

Igreja Nossa Senhora das Mercês e Perdões

Essa igreja também estava em obras e por esse motivo não estava aberta para visitação. Por ter duas igrejas com o nome “Nossa Senhora das Mercês” em Ouro Preto, essa igreja também é conhecida como “Mercês de Baixo”, por conta de sua localização. Foi edificada entre 1740 e 1772.

 

Igreja Nossa Senhora do Carmo

Igreja Nossa Senhora do Carmo

Igreja Nossa Senhora do Carmo

Construída em estilo rococó, entre 1766 e 1772, provavelmente foi uma das últimas grandes obras do arquiteto Manuel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho, que veio a óbito poucos anos depois. É a única igreja do estado com painéis de azulejos portugueses, na capela-mor. O templo abriga várias obras de Aleijadinho, do Mestre Ataíde e de outros artistas de renome.

 

 

 

Museu do Oratório

Museu do Oratório

Museu do Oratório

Inaugurado em 1998, hoje o Museu do Oratório conta com uma coleção de 162 oratórios e 300 imagens dos séculos XVII ao XX e são legitimamente brasileiras. O museu fica no adro da Igreja Nossa Senhora do Carmo, em um prédio do século XIX, onde Aleijadinho morou por um tempo. As obras ficam dividas por categoria, no térreo ficam os Oratórios Populares, no primeiro pavimento os Oratórios Eruditos e no subsolo os Oratórios Itinerantes.

 

Casa da Ópera

Essa é a casa de teatro mais antiga em funcionamento das Américas segundo o Guiness Book. Foi inaugurada em junho de 1770 e era utilizada para apresentações de espetáculos para elite local e para atos políticos, como o de Rui Barbosa. O prédio sofreu poucas alterações em sua estrutura original, foram feitas obras apenas para reforçar a estrutura e melhorar a acústica do teatro.

Quando nela entramos ficamos encantados com tanta beleza e magia. É como se você voltasse no tempo e imaginássemos uma apresentação de Orquestra ou um Musical. Tivemos o privilégio de fazer uma visita guiada, no nosso pequeno grupo estavam três rapazes, de Belém, e acabamos fazendo amizade com eles. O guia nos apresentou todos os âmbitos do local e falou sobre os mais importantes acontecimentos do local. Visitamos os três andares do auditório, vimos o camarote onde ficavam as autoridades, fomos ao palco e nos bastidores.

 

Matriz Basílica de Nossa Senhora do Pilar e Museu de Arte Sacra

Ficamos impressionados com a abundância de detalhes e de ouro do interior da Igreja Matriz Basílica de Nossa Senhora do Pilar, que é a mais rica em quantidade de ouro de Minas Gerais e segunda mais rica do Brasil, perdendo para a Igreja de São Francisco, em Salvador-BA. A Matriz do Pilar têm aproximadamente 400 quilos de ouro e 400 de prata. Como você pode imaginar é ouro e esculturas para todo lado, unidos a imponente pintura do teto.

Essa é uma das igrejas de Ouro Preto mais antigas, a primeira Matriz do Pilar foi erguida entre 1700 e 1703, depois foi demolida e construída a atual, isso por volta de 1728.

Anexo a Matriz do Pilar, na sacristia, fica o Museu de Arte Sacra, onde estão expostas mobiliárias, pratarias, obras de Aleijadinho e diversas imagens religiosas.

 

Caminho da Matriz do Pilar à Igreja do Rosário

Nesse trecho passamos pela singela Capela do Nosso Senhor do Bonfim, construída no século XVIII, que estava aberta e pudemos entrar e ver a simplicidade do seu interior, totalmente oposto do que havíamos visto na Matriz do Pilar. Seguimos a caminhada e passamos pelo Chafariz da Glória, datado de 1752.

Próximo a Igreja do Rosário passamos pela Ponte Seca, que tem esse nome pelo rio que passava sob ela ter sido canalizado. Antes de atravessar a ponte, tem o Passo da Ponte Seca que só é aberto no Domingo de Ramos e na Sexta-feira Santa.

 

Igreja Nossa Senhora do Rosário

É uma igreja que nasceu do trabalho de escravos, para congregação dos negros que não podiam participar das mesmas missas que os brancos.

A construção definitiva foi iniciada em 1765 e a peculiar fachada que chama atenção pela forma circular, é de autoria de Miguel Francisco de Araújo, e hoje é um raro exemplar na arquitetura barroca do Brasil.

Ao entrarmos identificamos uma enorme diferença entre a estrutura das igrejas feitas para congregação dos brancos e para os negros. Os negros congregavam em igrejas com pouquíssimo, ou nenhum ouro, muito diferente por exemplo da Matriz do Pilar que carrega em sua estrutura 800 quilos de ouro e prata.

Ao lado da igreja tem o Chafariz do Rosário.

 

Capela de São José

Capela de São José

Capela de São José

A capela estava fechada, mas lemos na placa turística que no interior da igreja encontra-se o mausoléu com as cinzas do escritor Bernardo Guimarães, autor de “A Escrava Isaura”.

Ela foi construída entre 1753 e 1811 e teve seu altar-mor desenhado de graça pelo Aleijadinho. No fundo da capela tem um pequeno cemitério, do século XIX que remete à proibição oficial de sepultamentos dentro de templos religiosos.

 

Igreja São Francisco de Paula

Para chegar a essa igreja precisamos subir uma ladeira de pedra, sob uma leve garoa. Quando chegamos no alto do Morro da Piedade, aparentemente a igreja estava fechada, cansados, resolvemos apenas observar a igreja por fora e seguir nosso trajeto. Sequer arriscamos subir as escadas da frente para ter certeza de que não havia entradas secundárias pelas laterais.

Esta foi a última igreja erguida no período colonial, com execução iniciada em 1804.

 

Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia

Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia

Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia

Esta igreja estava fechada. Por ter duas igrejas com o nome “Nossa Senhora das Mercês” em Ouro Preto, essa igreja também é conhecida como “Mercês de Cima”, por conta de sua localização. Foi construída entre 1771 e 1793. A torre central é projeto de Manuel Francisco de Araújo.

Do adro dessa igreja tem-se uma vista panorâmica de Ouro Preto, mas como estava nublado não conseguimos ver muita coisa.

 

 

 

Depois de terminar nosso percurso pelas igrejas de Ouro Preto, já no final da tarde, fizemos uma merecida pausa para comer e beber na Satélite Lanchonete e Pizzaria, na Rua Direita. Pedimos uma porção de arroz, uma de picanha e a tradicional pinga mineira com mel. No auge da conversa, eis que surge o Raul e o Jhony, os belemenses que conhecemos na Casa da Ópera. Conversamos até altas horas e rimos muito.

A Satélite Lanchonete e Pizzaria é um ponto de encontro de jovens e possui ótima culinária e bons preços.

Depois de toda essa andança e de se divertir voltamos para a pousada já perto das 23 horas, tomamos banho e dormimos que nem “pedra”.

 

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Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 100,00*
Alimentação: R$ 40,00*
Passeios: R$ 18,00*

* Valor para 2 pessoas

Km rodados no dia: 0 (zero)
Total de km rodados na viagem: 737,2

Quem escreve?

Prazer, pode me chamar de Naty! Sou marketeira por profissão e blogueira nas horas vagas. Moro em SP, mas já morei na Nova Zelândia e confesso que tenho uma “quedinha” pela ideia de morar fora novamente. Adoro bichos e pessoas também, inclusive as mais incompreensíveis rs! E acredito que assim como a leitura, música, e todas as formas de arte, conhecer diferentes culturas amplia nosso conhecimento sobre o outro e sobre nós mesmos.
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