Santa Marta

Informações úteis de Santa Marta, na Colômbia

Santa Marta está localizada no litoral caribenho colombiano. Ela tem o privilégio de estar entre duas maravilhas da natureza: o mar do caribe e a Serra Nevada, o complexo montanhoso junto ao mar mais alto do mundo. E, além da beleza natural, os arredores de Santa Marta herdaram enorme riqueza cultural, pois ainda há nativos indígenas que vivem no Parque Tayrona e na Cidade Perdida, que fica na Serra Nevada.

Mesmo com tanta beleza nos arredores, o centro de Santa Marta não é tão belo assim. Com mais de 1 milhão de habitantes, muitas das praias não são próprias para banho (e as que são apropriadas, não são grande coisa) e nas épocas de chuva, têm constantes alagamentos.

O centro realmente é visitado por ser usado como ponto de partida para Taganga, Parque Tayrona, Cidade Perdida e Serra Nevada.

 

O que fazer em Santa Marta

Nadar com golfinhos, banhar-se no mar do caribe e fazer uma trilha por 5 dias, essas são as principais atrações de Santa Marta. Veja a lista:

  • Nadar com golfinhos: A partir de uma lancha saindo da praia El Rodadero você chega ao Acuário Rodadero, onde pode-se ver focas, tubarões, show de golfinhos e ainda, nadar com eles. Clique aqui e leia mais.
  • Playa Blanca: Essa praia não honra o nome que tem: areia cinza e mar verde escuro. Ela fica bem pertinho do Acuario Rodadero. Clique aqui e leia mais.
  • Parque Nacional Natural Tayrona: O parque tem cerca de 15 mil hectares, sendo 12 mil terrestres e 3 mil marinhas. Várias trilhas dão acesso a lindas praias, mas algumas delas só é possível chegar de barco. Além disso, abriga o Pueblito Chairama. Clique aqui e leia mais.
  • Taganga: É uma antiga vila hippie e que atualmente é habitada por pescadores. Apesar de simples, a vila atrai muitos turistas por ser um dos pontos de partida para o parque Tayrona. Lá tem a paisagem perfeita para contemplar o pôr do sol. Clique aqui e leia mais.
  • Centro Histórico: É interessante conhecer a Catedral de Santa Marta, a Casa de La Aduana – onde atualmente funciona o Museu do Ouro da cidade e o Paseo Bastidas, lugar aonde os espanhóis chegaram e fundaram a Cidade Santa Marta.
  • Quinta de San Pedro Alejandrino: Esse é um monumento nacional localizado no bairro Mamatoco. É muito especial, pois foi o último refúgio do libertador Símon Bolívar (daí vem o termo “Bolivariano”, muito utilizado por analfabetos políticos brasileiros). Inclusive até hoje está lá a cama onde ele faleceu. A visita também vale a pena por se tratar de uma fazenda típica do século XVII, com um museu de arte contemporânea e um jardim botânico repleto de espécies em extinção.
  • Cidade Perdida: Não fizemos a trilha da Cidade Perdida pela selva da Serra Nevada, pois ela é cara e demanda pelo menos 5 dias. Se você pretende ir para lá, sugiro a leitura do post “A Cidade Perdida da Serra Nevada” do blog Dentro do Mochilão.

 

Sugestão de roteiro

O ideal é separar uns 4 dias inteiros para Santa Marta, isso sem a Cidade Perdida que demanda pelo menos mais 5 dias. Fica aqui uma sugestão de roteiro:

  • 1º Dia: Pela manhã vá para El Rodadero, nade com os golfinhos, conheça o Acuario Rodadero e a Playa Blanca. À tarde, faça uma caminhada pelo Centro Histórico e ao entardecer dê uma passada em Taganga para ver o pôr do sol. Se você tiver grana e disposição pode sair para jantar na rua da orla.
  • 2º Dia: Vá ao Parque Tayrona. Partindo de El Zaino, faça a trilha curtindo as praias sinalizadas como apropriadas para banho. Durma no camping da praia El Cabo San Juan del Guia.
  • 3º Dia: Após um banho de mar, siga em direção ao Pueblito, que é uma miniatura da Cidade Perdida. Se der tempo, visite outras praias e retorne à cidade para um pernoite.
  • 4º Dia: Conheça o refúgio do revolucionário Símon Bolívar, a Quinta de San Pedro Alejandrino. Fim.

 

Como chegar

A cidade fica a aproximadamente 230 km de Cartagena e 930 km Bogotá. Se você for para Santa Marta a partir de Cartagena, tem várias opções de vans, micro-ônibus e ônibus saindo das agências e de alguns hostels.

Mas se você for de Bogotá a Santa Marta, compensa ir de avião. Neste caso, não hesite em voar com a companhia aérea Viva Colômbia. A companhia é nova, mas já é a favorita dos mochileiros, por ter as melhores tarifas. Foi fundada em 2012 e conta com pequenas e poucas aeronaves, porém, consegue atender a demanda de voos nacionais com os melhores preços, e aos poucos estão expandindo as rotas para países vizinhos.

A companhia é “low cost” e por isso, é permitido somente bagagem de mão de até 6 kg. Será cobrado taxa extra para excedente e para despacho de malas etc.

Quando o avião vai chegando ao aeroporto de Santa Marta, quem está sentado do lado direito pode visualizar algumas pontinhas da Serra Nevada.

 

Onde se hospedar

A maioria dos turistas (principalmente os mais jovens) costumam se hospedar em Taganga, pois além de ser uma vila super legal fica um pouco mais perto do Tayrona.

Preferimos ficar próximos ao centro, pois nosso principal objetivo era nadar com golfinhos em El Rodadero e conhecer o Tayrona. No centro ficamos no meio dos dois.

Em Santa Marta, como em todas as cidades da costa colombiana, não tem ducha quente. E parece que os locais não ligam para isso, pois a temperatura lá costuma ser quente.

 

La Guaca Hostel

Ficamos hospedados por 3 noites, em uma suíte privada. Pagamos COP 60.000 (±R$ 78) pela diária na alta temporada, excelente preço.

O La Guaca está localizado em uma movimentada avenida, próximo ao supermercado e ponto de ônibus, e a 15 minutos a pé do centro histórico e da praia do centro.

Tem piscina, a cozinha comunitária é excelente, o bar prepara deliciosas bebidas caribenhas, fazem excursões para os parques e praias da redondeza e além do atendimento ser excelente, eles ainda arranham um português.

 

Jackie’s Hostel

Ficamos hospedados por 1 noite, em uma suíte privada com ar condicionado. Pagamos COP 76.000 (±R$ 99) pela diária na alta temporada, bom custo benefício.

O hostel fica bem perto do centro histórico e da praia do centro e também é perto de mercado, bancos e ponto de ônibus.

Na cobertura tem um barzinho, uma mesa de snooker e uma bela vista da cidade. Também tem piscina, a cozinha comunitária e o atendimento são bons.

 

Transporte

[pullquote-right] Escreve-se “busetas”, mas eles pronunciam o “S” com som de “C”. Aí já viu né?![/pullquote-right]Em Santa Marta o transporte público mais comum são as busetas. Elas estão sempre lotadas, mas a vantagem é que de 10 a 15 minutos passa alguma, com destino a vários pontos da cidade. As passagens custam em torno de COP 1.500 (±R$ 1,95).

O aeroporto fica a uns 15 quilômetros do centro. Neste caso tivemos que pegar táxi, e pagamos COP 29.000 (±R$ 35), mas você pode até negociar um preço melhor – na Colômbia taxímetro é “luxo”.

 

Lua-de-mel: Mochilão É Tetra!
Esse post faz parte da viagem “Lua de mel: Mochilão É Tetra!“, onde passamos pela Bolívia, Peru, Equador e Colômbia.

Quem escreve?

Prazer, pode me chamar de Naty! Sou marketeira por profissão e blogueira nas horas vagas. Moro em SP, mas já morei na Nova Zelândia e confesso que tenho uma “quedinha” pela ideia de morar fora novamente. Adoro bichos e pessoas também, inclusive as mais incompreensíveis rs! E acredito que assim como a leitura, música, e todas as formas de arte, conhecer diferentes culturas amplia nosso conhecimento sobre o outro e sobre nós mesmos.
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