Ubatuba

Paraty e passeios nas praias ao norte de Ubatuba

Fizemos essa viagem aproveitando o feriado do Dia das Crianças (de 13 a 16 de outubro de 2011), fomos a Paraty-RJ. Na ida paramos em algumas praias ao norte de Ubatuba-SP, depois visitamos o Centro Histórico de Paraty. No 2º dia fomos ao distrito de Trindade e conhecemos uma das praias mais bonitas do Brasil. Pegamos um dia de muita chuva e para encerrar a viagem visitamos mais uma vez o Centro Histórico.

O feriado do “Dia das Crianças” foi na quarta, porém trabalhamos esse dia e folgamos o resto da semana. Partimos dia 13, às 4h da manhã, e fizemos uma viagem tranquila, com várias paradas em mirantes e praias de Ubatuba.

Fomos pelas rodovias SP-304, Anhanguera, Dom Pedro I, Carvalho Pinto, Tamoios e Rio-Santos (SP-55). Descemos a serra pela Tamoios, pois não gostamos da serra de Taubaté e a estrada de Cunha-Paraty está interditada. Mas valeu a pena, pois fomos contornando o litoral de Caraguatatuba até Paraty.

Nossa 1ª parada foi no mirante do Saco da Ribeira, depois no mirante da Enseada, esses mirantes ficam às margens da Rodovia Rio-Santos.

Também paramos em Itamambuca:

A 4ª parada nos reservou uma surpresa. Queríamos conhecer alguma praia do estremo norte de Ubatuba, fomos vendo as placas e resolvemos ir na praia do Puruba (por nos fazer lembrar de Paúba).

Para se chegar lá não tem segredo, é só seguir as placas. Depois de sair da Rio-Santos, entra-se uma bonita estrada de terra de 1,5 km. Paramos o carro no fim dessa estrada e fomos a praia. Quando chegamos e demos de cara com um rio largo ficamos surpresos, mas isso foi só o começo. Estudamos se dava para atravessar a pé e fomos, com a água batendo no máximo na altura do umbigo.

A praia do Puruba é deserta, só tem vegetação em sua orla. O rio homonimo é paralelo a praia e isso a preserva.

Ficamos curtindo aquele ambiente – “ô lugar”, e nem nos preocupamos com a maré! Pois é, não deu outra. Quando voltamos tivemos a grande surpresa a maré subiu e o nível do rio idem. Estávamos de roupa normal, documentos, mochilas, máquina fotográfica, sem barco e a água do rio gelada. Mas não teve jeito, tivemos que andar (literalmente) dentro do rio levantando nossos pertences, a água batia na altura do peito.

Depois de trocar de roupa, seguimos viagem e logo fizemos nossa 5ª e última parada no mirante do Félix, ao lado da Polícia Rodoviária Federal.

Chegamos à Pousada Lua Clara em torno das 15 horas. A pousada fica próxima do portal de Paraty, é bonita, com arquitetura com alguns traços colonial, piscina e estacionamento. Ficamos hospedados em uma suíte, para casal, com ventilador de teto, TV e frigobar. Com direito ao café da manhã.

À noite fomos dar uma volta pelo centro histórico. Entre outros pontos, passamos pelas igrejas “de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito” e “de Nossa Senhora dos Remédios”, pela antiga agência dos Correios e pela passarela sobre o Rio Perequê Açú.

 

2º Dia – 14 de outubro (sexta-feira)

Nossa meta para o dia: ir à vila de Trindade. Mais um dia nublado. Levantamos cedo, tomamos café da manhã, arrumamos nossas mochilas e fomos ao ponto de ônibus em frente ao portal de Paraty, a poucos metros da pousada.

Esperamos menos de 20min pelo ônibus. A tarifa era entre 2,50 a 3 reais. Busão cheio na ida, vários surfistas, pessoas que moram na vila e nas proximidades e poucos turistas. A serrinha de Trindade é estreita e cheia de curvas, e um fato curioso é a parte de uma rua de Trindade ser literalmente de pedra da praia.

Paramos na praia dos Ranchos e fomos a praia do Meio, onde ficamos o dia todo. Esta praia é considerada por alguns a mais bonita do Brasil.

Em sua orla há vários restaurantes, nós ficamos na mesa de um deles. No meio da praia tem um ilhote rochoso, de lá dá para ver as duas partes da praia, a praia do Cachadaço, a pedra “Cabeça de Índio” – que é a divisa de estados do Rio de Janeiro e São Paulo, peixes e tartarugas.

As águas são verdes e cristalinas. Do lado esquerdo têm muitas pedras no mar, é bom ter cuidado ao nadar.

Estava começando a escurecer e resolvemos partir. O busão da volta estava muito lotado. Quando chegamos a Paraty fomos ao supermercado, que fica perto da pousada, comprar algumas coisas para comer.

 

3º Dia – 15 de outubro (sábado)

Acordamos cedo, estava chovendo muito forte. Tínhamos plano de ir a Angra dos Reis (também passa ônibus para lá, perto da pousada), mas a chuva acabou com nossos planos. Depois de tomar café da manhã, ainda ficamos na expectativa de que a chuva parece, mas foi ficando cada vez mais tarde e a chuva não diminuía seu ritmo.

Após o almoço, já tínhamos desistido de ir para Angra, para não perder de vez nosso dia fomos dar uma volta de carro por Paraty.

Fomos até a praia do Jabaquara, onde a maioria dos quiosques e restaurantes estavam fechados. Depois fomos à praia do Pontal, caminhamos um pouco, mas não tinha como ficar lá com aquela chuva.

Molhados fomos embora e assim foi nosso dia.

 

4º Dia – 16 de outubro (domingo)

Dia de partir, mas antes de cair na estrada fomos ao Centro Histórico. As ruas do Centro Histórico são de pedras e só em algumas é permitido o tráfego de veículos.

Do cais saem passeios de escunas e barcos e da rua ao lado da Igreja de Santa Rita saem os passeios de carroça pelas ruas do centro. Como não tínhamos tempo nem dinheiro, apenas passeamos a pé.

Após o passeio fomos abastecer para ir embora. Dica: abasteça antes de chegar em Paraty, lá o preço do combustível é uma fortuna. Coloquei apenas o suficiente para chegar em Ubatuba e lá enchi o tanque.

Voltamos pelas rodovias Rio-Santos (SP-55), Tamoios, Carvalho Pinto, Dom Pedro I, Anhanguera e SP-304. Não pegamos congestionamento.

 

Resumão

Número de pedágios: 10
Gasto com pedágios: R$ 50,00*
Abastecimentos: 3
Gasto com abastecimento: R$ 160,00*
Gasto com alimentação: R$ 60,00**
Gasto com hospedagem: R$ 300,00**
_______________________
TOTAL: R$ 570,00**

* Valor aproximado
** Valor para 2 pessoas

 

Total km rodados: 820

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
Leia também
Nova Zelândia

Queenstown: O que fazer em 3 dias na cidade gastando pouco

Nova Zelândia

Trilha Queenstown Hill: Paisagem fascinante na Nova Zelândia

Nova Zelândia

Arrowtown: A antiga cidade do ouro da Nova Zelândia

Rotorua

Trilha na Redwoods Forest em Rotorua na Nova Zelândia

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *