Trilhas

Trilha de 1 dia no Parque Nacional El Cajas no Equador

No 18º dia do Mochilão é Tetra fizemos uma trilha inesquecível em um dos lugares mais lindos do Equador: O Parque Nacional El Cajas, a 35 km de Cuenca.

É claro que em um país com tantos parques preservados é até difícil classificar o mais bonito, mas considerando tantos quilômetros de beleza e fácil locomoção até lá, podemos dizer que o Parque Nacional El Cajas é um dos passeios imperdíveis no Equador.

 

Sobre o Parque Nacional El Cajas

O Parque fica na província de Azuay, a 35 km da cidade de Cuenca e ocupa aproximadamente 28 mil hectares composto por 250 lagos e habitado por lobos, coelhos, raposas, pumas, lhamas e uma grande variedade de pássaros.

Todo seu território está na Cordilheira dos Andes, entre 3.200 metros e 4.450 metros de altitude, o que explica as temperaturas tão baixas, que variam de -2 a 18 °C. Sem contar que o parque é descampado e quase sempre está coberto de neblina e com ventos cortantes, diminuindo ainda mais a sensação térmica.

Algumas fontes retratam que o nome do parque tem origem quechua, onde “cajas” significa lugar frio. Mas outras fontes já dizem que a área recebeu tal nome por que é lá é onde nasce os principais afluentes dos rios Tomebamba, Mazán, Yanuncay e Migüir, formando um sistema de armazenamento, e por isso “Cajas”, que significa caixas em espanhol.

São muitos lagos, onde 178 se destacam, mas ao todo são mais de 2000 corpos de água, como nascentes e pequenas fontes.

El Cajas tem várias opções de trilhas, de 2h, 4h, 8h, vários dias pelo parque e com diferentes níveis de dificuldade, por isso o melhor a fazer é conhecer as opções no Centro de Informações do parque.

A entrada no parque é gratuita, mas se quiser acampar o custo é de 4 dólares por dia/pessoa.

Gostaríamos de acampar no parque para explorar melhor, mas como só tínhamos mais uma manhã livre em Cuenca, escolhemos a Ruta 1 , às margens da Laguna Toreadora, já que esta pode ser percorrida em até 3 horas.

 

Fazendo a Trilha pela Ruta 1 – Margem da Laguna Toreadora

Começamos bem cedo e logo ao descer do ônibus eu já estava com as mãos e rosto congelando, mas já muito apaixonada pelo visual dark do El Cajas: lagos negros, montanhas escuras e muita neblina.

O vento é muito forte, então é recomendável usar jaqueta corta vento, luvas e gorro, mas tirando isso, a trilha é leve e bem sinalizada.

Cajas é habitat de 152 espécies de aves e 43 de mamíferos. Dentre eles uma espécie bem comum de se ver são os cuys. Falando nisso, a carne do cuy é muito apreciada no Peru, Bolívia, Colômbia e Equador, essa especiaria normalmente estará nos cardápios dos bons restaurantes.

Próximo da entrada do parque já avistamos o bichinho e tivemos que ser bem discretos para não a assustar e fazer esse clique:

O parque se estabeleceu no ano de 1977 com o objetivo principal de preservar os “humedais”, terras úmidas que captam água da chuva e formam os principais rios que banham a região. Ao caminhar pelas trilhas isso fica evidente.

No parque está presente os biomas do páramo, floresta nublada e floresta estacional sempre-verde e durante as temporadas de chuvas fica revestido das mais coloridas flores como bromélias de flores azuis, licopódios, entre outros.

 

Dicas antes de visitar o El Cajas

  • Há muitas agências de turismo que oferecem o passeio de 1 dia por US$40 a US$50 incluindo transporte, guia e almoço, mas você pode tranquilamente fazer o passeio por conta própria;
  • Todas as manhãs há dois ônibus que saem do terminal de Cuenca e vão até El Cajas por apenas US$2, nos horários 8h30 e 10h30 e o percurso dura 40 minutos. Para voltar, é só esperar no ponto de ônibus na frente da entrada do parque, já que alguns ônibus, com destino a Cuenca, passam por ali. Você só precisa acenar;
  • Vestir jaqueta corta vento, toca, luvas e botas de trekking é ideal e como o parque está sempre nublado ou chuvoso, leve capa de chuva também.

 

Lua-de-mel: Mochilão É Tetra!Esse post faz parte da viagem “Lua de mel: Mochilão É Tetra!“, onde passamos pela Bolívia, Peru, Equador e Colômbia.

Quem escreve?

Prazer, pode me chamar de Naty! Sou marketeira por profissão e blogueira nas horas vagas. Moro em SP, mas já morei na Nova Zelândia e confesso que tenho uma “quedinha” pela ideia de morar fora novamente. Adoro bichos e pessoas também, inclusive as mais incompreensíveis rs! E acredito que assim como a leitura, música, e todas as formas de arte, conhecer diferentes culturas amplia nosso conhecimento sobre o outro e sobre nós mesmos.
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