Pantanal

Passeio de barco e trilha no Pantanal mato-grossense

No sexto dia (30/12/2013) da viagem de carro pelo Centro-Oeste brasileiro, pegamos carona e percorremos a Transpantaneira em uma caminhonete 4×4 até o Rio Pixaim. Depois fizemos um passeio de barco pelo Rio Claro, aonde vimos diversas espécies de animais; demos um mergulho na piscina da pousada e para encerrar os passeios pelo Pantanal mato-grossense fizemos tentamos fazer uma trilha.

Estávamos no café da manhã quando fizemos amizade com uma família que estava hospedada na pousada. Curiosos, eles vieram até a gente para perguntar se era a gente que estava com um Classic e como a gente tinha conseguido chegar até lá com ele. Ficaram surpresos em saber que nosso carro não atolou com a chuva do dia anterior.

E como a estrada ainda estava bem úmida nos convidaram para ir com eles até o Rio Pixaim, pois no Hotel ao lado do rio, o Hotel Pixaim, faz-se passeios de barco. Aceitamos na mesma hora.

Dali a alguns minutos, fomos rumo ao Pixaim numa caminhonete 4×4. De carro baixo seria impossível percorrer tal caminho, pois devido muitas pontes estarem quebradas, tivemos que passar pela lateral de algumas delas, onde sempre estava alagada.

Chegando ao Rio Pixaim nos deparamos com o hotel e algumas lanchonetes fechadas, então voltamos alguns quilômetros na Transpantaneira e entramos na Pousada Rio Claro. Esta pousada tem uma estrutura muito boa, com restaurante, loja de artesanato, piscina e oferece passeios de barco, safari noturno, passeio a cavalo, entre outros. Fizemos o passeio de barco por lá.

 

Passeio de barco no Pantanal

O passeio foi feito em um barco com capacidade para nove pessoas no Rio Claro e guiado por um barqueiro experiente, morador da região há mais de 40 anos. No decorrer das duas horas de passeio pudemos avistar diversas espécies de aves, onde o guia sempre nos informava seus respectivos nomes e contava algumas experiências vividas com os bichos.

Passeio de barco pelo Rio Claro, no Pantanal

Passeio de barco pelo Rio Claro, no Pantanal

No rio, vimos jacarés, capivaras e o mais legal: uma família de ariranhas. O guia aproximou o barco da família, abriu um pacote cheio de peixes e “ofereceu” aos animais, nessa hora duas delas ficaram bem pertinho de nós, uma chegou a colocar as patas sobre o barco para abocanhar um peixe que estava na mão do guia.

 

Vídeo do encontro com as ariranhas:

 

 

Dica: além do obrigatório filtro solar, leve óculos de sol e chapéu, pois todo o passeio é sob sol forte. Sente no fundo do barco, próximo ao barqueiro, você ficará bem perto das ariranhas.

 

Após o passeio visitamos a lojinha de artesanato, onde compramos um chaveiro por 5 reais e um porta canetas de madeira por R$ 15. Como estávamos em seis pessoas o passeio ficou R$ 37 por pessoa.

Voltamos a Pousada Curicaca e depois do almoço descansamos e tentamos curtir a piscina, já que os pernilongos atacavam cada centímetro do corpo que ficava sem repelente para fora da água.

 

Trilha no Pantanal

Por volta das 17 horas decidimos fazer a trilha em volta da pousada. O guia (um dos donos da pousada) só poderia nos acompanhar no dia seguinte, mas na próxima manhã teríamos que partir. Então ele nos sugeriu que fossemos sozinhos, era só seguir as fitas vermelhas amarradas nas árvores, não demorar muito – pois logo escureceria, e a duração em média da trilha é de 1 hora.

Começamos a trilha, e mesmo ensopados de repelente, até na roupa, não conseguimos escapar dos ataques dos pernilongos, que dento da mata é ainda pior.

As árvores enormes, as pegadas de animais, os vultos (possivelmente psicológico) de animais correndo lá longe, o canto das inúmeras espécies de aves cantando, enfim, tudo do pantanal é diferente e extremamente selvagem.

Antes de chegarmos até a metade da trilha os ruídos de animais correndo aumentou e para piorar vimos pegadas de algum grande mamífero, seguido de pegadas de outro pequeno. Concluímos: “Uma onça e seu filhote”!

Pegadas na trilha no Pantanal

Pegadas na trilha no Pantanal

Neste momento o susto, medo e pavor foi maior que a própria consciência, então começamos a voltar para a pousada rapidamente, fazendo barulho, na expectativa de espantar quaisquer animais.

Ao chegarmos à pousada, ambos brancos de medo, encontramos o guia e dois fotógrafos da natureza. Nos indagaram o motivo da desistência da trilha, e então contamos o que vimos e mostramos fotos das pegadas. Eles morreram de rir da nossa inexperiência e revelaram que aquelas pegadas eram de antas. Disseram ainda que há um mito na região, que diz que “tocar uma anta traz sorte”.

Depois disso, demos uma volta a pé pela estrada que liga a pousada e a Transpantaneira e registramos algumas fotos:

No jantar os fotógrafos mostraram um pouco do trabalho deles e ficamos impressionados com a diferença do Pantanal na época de cheia (verão) e na época de seca (inverno). Na seca os bichos saem com mais frequência a fim de buscar alimentos, sendo assim é mais fácil de vê-los. E também não tem tanto pernilongo como no verão.

No jantar foi servida uma picanha típica mato-grossense, grande e suculenta. Uma delícia!

 

Hospedagem no Pantanal

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 190,00*   **
Alimentação: R$ 2,50*
Passeios: R$ 74,00*
TOTAL: R$ 266,50

* Valor calculado para duas pessoas.  /  ** Diária com 2 refeições inclusas, além do café da manhã.

Total de km percorridos no dia: 133,3

Total de km percorridos até esse dia/Total percorrido na viagem: 1.753,8 / 5.107,2

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
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