A fim de relaxar, resolvemos ir acampar na praia. Seguimos indicações de amigos e fomos ao Camping do Mazinho, em São Sebastião, na Praia de Paúba. Já sabíamos o destino e com a ajuda do Google Maps imprimimos um mapa que nos serviu de guia dentro do Bairro de Paúba. Saímos às 3h do sábado (26/03), de Santa Bárbara d’Oeste (interior de São Paulo) rumo a São Sebastião (litoral norte de São Paulo).

Fomos pelas Rodovias SP 304, Anhanguera, Dom Pedro I, Carvalho Pinto, Tamoios e Rio-Santos.

Apesar do excelente estado de conservação de todas as estradas, a Tamoios apresenta trechos de serra e alguns em obras de duplicação. Já a Rodovia Rio-Santos possui pista simples. Pagamos um pedágio na Anhanguera, três na Dom Pedro I e um na Carvalho Pinto. Na ida gastamos em torno de 25 reais com pedágios.

Ao entrarmos na Rodovia dos Tamoios o Sol começou a nascer. Fizemos uma parada rápida no Restaurante Vaca Preta. Logo seguimos viagem. O trecho de serra da Tamoios é muito bonito, o dia já nascia perfeito e foi impossível não parar em um mirante para apreciar o nascer do Sol e tirar fotos.

Após descer a Serra e entrar na Rodovia Rio-Santos, que é uma via “beira mar”, São Sebastião já nos surpreendia com tanta beleza.

Fizemos uma parada em uma praça da “Avenida da Praia”, no Centro Histórico da cidade e aproveitamos para fotografar a praça e seus canhões do século XVI, parte da “Avenida da Praia” e o Terminal Aquaviário da TRANSPETRO. Dessa praça dá para ver Ilhabela.

Em alguns minutos chegamos a Paúba, um bairro simples com ruas de terra e estreitas. Com a ajuda do nosso “mapinha” logo encontramos o Camping do Mazinho, isso perto das 10h. Só tinha a gente no camping.

O Camping é bem simples, tem piso de areia e grama, ducha, banheiros simples femininos e masculinos com chuveiro quente e estacionamento interno (quando o camping não está cheio).

Fomos bem recebidos e informados sobre o local. Em seguida montamos acampamento, deixamos tudo pronto para aproveitar o dia. Como só tinha a gente no camping deixamos o carro ao lado da barraca.

Haviam nos falado que a estrutura de Paúba não era muito grande, por isso, levamos várias coisas de casa, os frios foram no nosso coller (para 24 latas) já com gelo, e na nossa parada na Vaca Preta compramos mais um saco de gelo para completar o coller e manter os alimentos frescos até chegarmos ao camping.

No coller levamos cervejas, sucos, água, presunto e queijo. E para comer tinha bolacha e pão de forma. Para nos prevenir de frio à noite levamos edredom, e lençol para forrar o colchão.

Acampamento montado fomos conhecer a bem falada Praia de Paúba.

No canto esquerdo da praia onde tem um quiosque, um hotel e é onde desemboca o rio Paúba.

Fomos andar um pouco nas pedras, aonde vimos alguns pescadores. Das pedras tem-se uma visão mais ampla da vizinha e badalada Praia de Maresias.

Voltamos para o camping, e como já nos tinham falado, ninguém mexeu na nossa barraca (apesar de só ter a gente no camping). Mas acredito que o camping é seguro mesmo. Mais tarde chegou mais dois casais e o clima de segurança continuou o mesmo a noite e no domingo.

No lado direito da praia tem algumas mansões, verdadeiras casas de cinema! Com terreno todo gramado e arborizado, sem muros ou cercas e os casarões esbanjando beleza. Além desse glamour, registrei fotos de uma vegetação rasteira que está em extinção:

O pessoal que frequenta a praia é consciente, a praia não tem sujeira e a água é cristalina. O mar é um pouco agitado, porém no canto esquerdo é mais calmo por causa do rio. Têm bastante pescadores e surfistas, e muitos banhistas são do próprio bairro. A praia é pequena e o clima é de sossego.

Enfim, constatamos que não é a toa que esse lugar é querido por todos que passam por lá.

Ficamos curtindo a praia, a temperatura da água estava boa. Estávamos na areia e vimos uma movimentação perto da gente, ficamos observando e foi aí que conhecemos nosso principal companheiro no camping, o Beethoven, um caçador nato! Esse cachorro é do Mazinho, dono do camping.

Ele caçava siris na areia da praia! É um negócio impressionante. Ele ia cheirando a areia e começava a cavar até achar o siri.  O negócio dele era caçar! O vídeo abaixo mostra bem isso:

Além de siris, ele arriscava caçar passarinhos pelo camping, subia até em árvores e muros, mas nessas caçadas ele não obteve sucesso, apenas afastava os pássaros.

Fomos ao mercadinho, e aproveitamos para dar uma volta a pé no bairro. Na rua do camping tem a Capela Nossa Senhora Imaculada Conceição, que remonta ao século XVIII. A maioria das casas são simples. No mercadinho compramos pão, mortadela, gelo e umas porcarias para comer.

Depois de comer ficamos mais um pouco na praia e pouco antes do anoitecer fomos tomar banho e dormir, afinal tínhamos acordado às 2h, dormido pouco e tido um dia cheio. Após o banho passamos repelente no corpo, o que não adiantou muito, pois levamos algumas marcas daquela noite para casa.

O clima estava agradável, dormimos bem e acordamos cedo para aproveitar o dia. Uma das melhores coisas de se acampar na beira do mar é dormir e acordar com o barulho das ondas quebrando.

No domingo tiramos o dia para descansar. Ficamos na praia até às 14h. Desmontamos o acampamento e fomos embora. Pagamos R$20/pessoa, por uma noite no camping.

Resolvemos voltar pela Rodovia dos Imigrantes, então entramos na Rio-Santos sentido São Paulo, passamos por Maresias e paramos em Boiçucanga, na Praça do Pôr-do-Sol. Aproveitamos para comer milho e conhecer uma exposição no Centro de Informações Turísticas.