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Queenstown: O que fazer em 3 dias na cidade gastando pouco

Se está pesquisando sobre Nova Zelândia, a essa altura já deve saber que é um dos países com maior custo de vida do mundo. E Queenstown por sua vez é a cidade com o maior custo de vida do país. Ou seja, prepare-se!

Por outro lado, ir a Nova Zelândia e não conhecer Queenstown é um desperdício, um pecado! A cidade fica na província de Otago, na Ilha Sul, rodeada por lindas montanhas, banhada por lagos cristalinos e com um charme único. É meca dos esportes radicais e tem uma vida noturna bem badalada (comparada aos padrões do país).

Queenstown, que quer dizer “Cidade da Rainha” ganhou esse nome ainda quando a Nova Zelândia era colônia da Inglaterra, e era destino favorito da rainha em suas visitas ao país.

Compreendo a rainha, até porque Queenstown foi a cidade mais linda que já conheci até hoje. Porém, como fui até lá no final do meu intercâmbio de 4 meses, estava com a grana curta, então tive que escolher o que realmente valia a pena e cabia no bolso.

Se você está na mesma situação, então aqui vai um roteiro do que fazer em Queenstown em 3 dias gastando pouco.

Dia 1: Conheça o centro de Queenstown e Arrowtown

Dedique o período da manhã para bater perna pelas ruas de Queenstown e contemplar a incrível paisagem das montanhas e pinheiros em volta do lago Wakatipu.

Após o almoço, aproveite para passar no I-Centre e pegar um mapinha da cidade para os próximos dias.

Na parte da tarde conheça os arredores de Queenstown. Se tiver dentro do seu orçamento, alugue um carro e dirija até Blue Pools, as piscinas naturais de azul cristalino formadas pelo degelo dos altos do Mt Aspiring National Park ou então até Glenorch via Glenorchy-Queenstown Road, que é considerada uma das mais belas estradas do país.

Como nenhuma das duas opções estavam dentro do meu orçamento, a melhor opção foi conhecer Arrowtown, pois a cidadezinha fica a apenas 20 minutos de Queenstown e tem ônibus a cada 1 hora por apenas NZD5.00.

Ir a Arrowtown é como fazer uma viagem ao passado, muitas construções ainda são originais da época em que a cidade era conhecida por explorar minas de ouro e as fachadas dos comércios são como nos filmes antigos.

Passei uma tarde na cidade e embora tenha chovido a tarde toda o rolê valeu a pena! Confira o post que escrevi falando sobre o que ver e fazer em Arrowtown.

A noite, após dar uma caminhada em volta do Wakatipu Lake fui conhecer o Cowboys Bar, um pub muito divertido! É como se fosse uma casa de brinquedos de adultos, a casa tem mesas de jogos, touro mecânico e a decoração de todos os espaços da casa faz jus ao nome “Cowboys”.

Música country rola solta por lá e a galera canta junto os clássicos, com a mesma animação que nós brasileiros cantamos “Galopeira” e “Evidências” de Chitãozinho e Xororó. Muitos australianos aparece por lá em alta temporada, dizem que é o pub favorito deles em Queenstown. Não é um lugar caro, drinks e cervejas (800ml) custam em média NZD8.00.

Dia 2: Trilha Queenstown Hill e Gôndola

Ver uma das cidades mais lindas do mundo de todos os ângulos é primordial, principalmente de cima. Então, reserve o período da manhã para fazer a Trilha Queenstown Hill, ela é uma atração gratuita e uma das favoritas dos mochileiros que vão a cidade. Em um percurso de 2h30 você vai estar entre as montanhas, árvores e ao chegar nos seus 500 metros de altura, ver uma imagem panorâmica da cidade e do lago Wakatipu.

Ainda na pegada de contemplar a cidade de cima, aproveite o dia para andar de teleférico, ou “Gôndola”, como eles costumam chamar. Diria que essa é a atração mais popular da cidade, pois a vista lá do alto é espetacular.

A Gôndola fica a 10 minutinhos a pé do centro e funciona das 9h às 21h. A empresa que opera é a Skyline Queenstown e além do teleférico oferece várias opções bem divertidos, como o Luge, por exemplo. Eu paguei NZD39.00 pois fiz somente o passeio de teleférico e comprei meu ticket na hora.

Descendo a pé da Gôndola, já quase anoitecendo, lembrei que só teria mais um dia em Queenstown e bateu aquela bad, então comecei a andar e fotografar tudo que via pela frente, isso é o que explica essas fotos aleatórias abaixo:

Dia 3: Milford Sound

Para falar a verdade a viagem até ali já tinha valido a pena e Milford Sound seria apenas para fechar minha experiência com chave de ouro na Nova Zelândia. Afinal, Milford Sound é um passeio imperdível para quem vai para Queenstown, não que os fiordes sejam ali pertinho, mas há muitos tours que fazer esse bate e volta.

Milford Sound está a cerca de 4 horas de Queenstown e como a maioria faz, escolhi um passeio que incluiu ônibus de ida e volta + cruzeiro. Comprei no site Book.me, meu site favorito de promoções de tours pela NZ e paguei no meu tour NZD105.00.

Como chegar e onde ficar em Queenstown

É muito comum ver aventureiros que chegam em Queenstown de carro ou campervans, depois de ter cruzado todo o país. Mas essas opções são viáveis quando está em dupla ou grupo. Se for viajar a partir da Ilha Norte e estiver sozinho, as opções mais viáveis são ônibus, nesse caso indico a Intercity e a Kiwi Experience e avião.

Como eu havia ganhado as passagens de presente da minha host family, quando fui Au-pair em Hamilton, não gastei com as passagens, mas só para você ter uma ideia, elas custaram NZD230.00 pela Companhia Jetstar, ida e volta a partir de Auckland. Essa é uma companhia mais popular que oferece preços muito baratos para voos domésticos.

Sobre hospedagem super indico o Nomads Backpackers, fiquei 4 noites em quarto compartilhado com 3 beliches pagando NZD114.00. Esse foi o melhor hostel que fiquei na Nova Zelândia, atendimento 100%, super organizado, com muita opção de lazer nas áreas comuns, cozinha grande e muito bem equipada.

Quem escreve?

Prazer, pode me chamar de Naty! Sou marketeira por profissão e blogueira nas horas vagas. Moro em SP, mas já morei na Nova Zelândia e confesso que tenho uma “quedinha” pela ideia de morar fora novamente. Adoro bichos e pessoas também, inclusive as mais incompreensíveis rs! E acredito que assim como a leitura, música, e todas as formas de arte, conhecer diferentes culturas amplia nosso conhecimento sobre o outro e sobre nós mesmos.
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