Vila Bom Jardim

Rio Triste, Estivado e Lagoa das Araras, na Vila Bom Jardim

No quarto dia (28/12/2013) da nossa viagem de carro pelo Centro-Oeste brasileiro, fomos da Chapada dos Guimarães a Nobres, mais especificamente a Vila Bom Jardim – um distrito que tem as principais opções de turismo da cidade. Na Vila Bom Jardim fizemos três passeios: visita ao Balneário do Estivado, flutuação no Rio Triste e visita a Lagoa das Araras.

Muitos comparam a Vila Bom Jardim (de Nobres), no Mato Grosso, com a famosa cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul.

Pegamos a estrada logo após o café da manhã e percorremos 175 km em pouco mais de 3 horas, da Chapada dos Guimarães a Vila Bom Jardim.

Na BR-251 passamos pelas belas paisagens da Chapada dos Guimarães, essa estrada tem trecho de serra com curvas fechadas e é simples (uma faixa para cada sentido). Seguimos por ela sentido Cuiabá até o trevo para Vila Bom Jardim/Represa de Manso, onde entramos na MT-351, estrada em mão dupla, com asfalto novo em boas condições, porém próximo da Vila Bom Jardim tem algumas pontes estreitas que só passa um veículo, esses trechos requer o dobro de atenção. O fim dessa estrada é na MT-241, entrando a direita chega-se a Vila Bom Jardim.

Atenção: embora a Vila Bom Jardim pertença ao município de Nobres, para ir até ela você deve ignorar as placas de “Nobres” e seguir sempre sentido “Vila Bom Jardim”. Com GPS coloque “Vila Bom Jardim” como destino. Nobres é a cidade, o “centro”, porém o acesso é pior, por meio de estradas de terra, e a Vila fica a 65 km da cidade.

Logo que chegamos, já com pacote reservado (uma diária, pensão completa e três passeios, por 407 reais o casal) na Pousada e Agência de Turismo Bom Jardim,  fomos fazer o check-in. Como chegamos antes do horário de entrada a atendente nos aconselhou ir ao Balneário do Estivado, que é próximo dali. Nesse momento também recebemos nossos vouchers para o almoço.

 

Balneário Estivado

Seguimos o conselho da atendente e fomos ao Balneário Estivado, que fica no fim do asfalto da rua principal (MT-241) da Vila Bom Jardim, a cinco minutos de carro da pousada. É um pequeno lago de águas cristalinas repleto de peixes e tem uma estrutura razoável para receber turistas, com quiosque, lanchonete e banheiros.

As águas do Balneário se estendem até o outro lado da rua, aonde muitas pessoas vão se banhar lá, para não precisar parar os 5 reais da entrada. Do outro lado da rua também se encontra o “estacionamento” do Estivado, onde tem muitas árvores e os carros podem ficar na sombra. Nessas árvores ficam vários macacos prego que costumam comer alimentos oferecidos pelos turistas.

Após quase uma hora no Balneário, fomos almoçar no Restaurante Buriti e com o voucher pudemos comer o self-service à vontade, o que nos proporcionou um almoço muito saboroso.

Saindo do restaurante, voltamos a pousada para dar entrada no quarto e pegar nossos vouchers para os outros passeios e para janta. Descarregamos nossas malas e descansamos por alguns minutos, até dar a hora do próximo passeio.

 

Flutuação no Rio Triste

Às 14 horas partimos até uma fazenda para fazer a flutuação no Rio Triste. No caminho, o céu que estava nublado logo desabou e tivemos muita dificuldade para chegar à fazenda. Por vários momentos o Atrevido “sambou” na estrada e vimos alguns carros voltando, ou seja, desistindo do passeio. Com isso, demoramos 50 minutos para rodar os 18 km da pousada até a fazenda.

Ao chegarmos a chuva diminuiu e tinha um grupo de turistas esperando a chuva passar para iniciar a flutuação. Até pensamos em esperar também, mas se o rio subisse demais corria-se o risco de a terra das margens sujá-lo, o que prejudicaria ainda mais a beleza do mergulho. Então, colocamos as papetes (sandálias flutuantes), coletes e snorkels, e fomos correndo em direção ao rio antes que ele subisse mais.

Ofegantes, chegamos ao Rio Triste, que de triste só tem o nome! Como a correnteza estava forte, nem foi preciso nadar, foi só relaxar e curtir aquela imensidão de peixes – na grande maioria piau. Mas era preciso tomar cuidado para se chocar nas pedras do fundo do rio, não pisar nas raias – que ficam camufladas no fundo do rio – e não bater a cabeça em algum tronco caído, o que é muito comum devido às margens serem bem preservadas.

A flutuação percorre 1.200 metros rio abaixo, e além de raia e piau outras espécies de peixes podem ser vistas, como matrinxã, piava, curimbatá e dourados, e ainda plantas aquáticas.

Tentamos tirar fotos dos peixes, mas nenhuma ficou boa para colocar aqui no blog, todas saíram tremidas por causa da pouca iluminação =(

Com toda certeza valeu a pena esse passeio e não podemos deixar de falar da nossa guia, a Lidiane, que com muito amor a sua profissão nos proporcionou um mergulho fantástico e muito mais divertido.

Pegamos o Atrevido e voltamos para a Vila Bom Jardim para nosso último passeio. Apesar de a chuva ter passado a estrada ainda estava bastante encharcada, com alguns pontos muito críticos. Foi exatamente aí que nosso carro fez jus ao seu nome e foi atrevido ao passar por alguns lamaçais. Mesmo tendo o carro há mais de 4 anos a gente se surpreendeu com a valentia dele.

 

Assista ao vídeo desse dia:

 

Lagoa das Araras

O último passeio do dia foi a contemplação do pôr do sol na Lagoa das Araras. Para chegar lá deve-se entregar o voucher em uma loja de materiais de construção na rua principal da vila (MT-241) e seguir pela estrada de terra que inicia atrás da loja e em poucos minutos chega-se a Lagoa.

Esse local é fantástico, pois é formado por um lago e vários buritis. Quando o sol começou ir embora, as maritacas chegaram em massa para passar a noite em algum buriti, cantando sem parar. Contrariando o nome “Lagoa das Araras”, pode-se dizer que para 10 maritacas, aparecem 2 araras no local. Para disputar os galhos chegaram também aves como curicaca, garça e papagaios. Também vimos pequenos jacarés no lago.

Porém toda essa beleza é finita. Esse fenômeno da “natureza” na verdade é obra do homem que construiu uma barragem junto a nascente e acabou criando um lago, alagando e matando os buritis que secos viraram abrigos aos pássaros. É bem provável que em breve todos os buritis morram e esse “ponto turístico” desapareça do mapa.

À noite fomos novamente ao Restaurante Buriti, que estava lotado, e nosso pedido demorou cerca de 50 minutos para ficar pronto. Com isso fomos dormir ainda mais cansados.

 

Mapa do dia

Obs.: a localização do Rio Triste está aproximada, não sabemos a localização exata do rio, nem do ponto de flutuação.

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 407,00*   **
Bebidas: R$ 16,00*
TOTAL: R$ 423,00

* Valor calculado para duas pessoas
** Pacote com 1 diária, 3 passeios e 2 refeições (além do café da manhã)

Total de km percorridos no dia: 221,1

Total de km percorridos até esse dia/Total percorrido na viagem: 1.974,9 / 5.107,2 

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
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