São Paulo

Se jogue no salto de paraquedas em Boituva-SP

Quem nunca fez uma lista das coisas para se fazer antes de morrer? Pois é, eu também tenho uma lista dessa e o salto de paraquedas era um dos desejos.

O empecilho não era a distância de um centro de paraquedismo, nem falta de tempo, mas sim o medo. Porém, resolvi dar ouvidos a um sábio que disse: “Está com medo, vai com medo mesmo”.

Então em um sábado ensolarado me joguei no salto de paraquedas em Boituva, interior de São Paulo. Leia como foi minha experiência e também risque essa experiência da sua lista!

 

Agendando o salto de paraquedas

Antes de saltar você precisa decidir duas principais coisas: Com qual agência/escola vai saltar e qual pacote escolher.

Para quem está em São Paulo, o Centro Nacional de Paraquedismo (CNP) é uma ótima opção, pois fica em Boituva, a apenas 116 quilômetros da capital. O local conta com várias escolas com excelentes referências, que formam muitos profissionais de paraquedismo.

No caso dos iniciantes, o ideal é o salto duplo, neste caso, um profissional salta contigo para dar todo o suporte antes e durante o salto e fazer o paraquedas abrir, é claro 😉

Escolhi a Sky Company, uma escola com ótimas referências, cujos profissionais possuem certificação nacional (CBPq – Confederação Brasileira de Paraquedismo) e internacional (USPA – United States Parachute Association).

Eu escolhi o pacote Handy Cam 1, que custa atualmente R$ 430,00. A handy cam é uma filmadora digital que o próprio instrutor adapta à mão esquerda, para fotografar todas as fases do seu salto, e principalmente, o salto e os momentos no ar.

Neste pacote está incluso o treinamento antes do salto, macacão, óculos e 200 fotos. Mas, dependendo do valor vale a pena comprar o pacote de fotos + vídeo.

 

Antes do salto de paraquedas

Saí bem cedo de casa, pois agendei minha chegada para às 10h. A ansiedade e o medo estava a milhão, mas ao chegar ao CNP e encontrar o grupo que iria saltar no mesmo horário, todos animados para o salto, me deixou mais tranquila.

Os monitores foram apresentados, recebemos os macacões e em seguida fizemos o treinamento da posição que temos que ficar e o que devemos fazer no momento do salto e da abertura do paraquedas.

Meu monitor, o Negão, foi espetacular! Super atencioso e me fez aproveitar cada minuto dessa experiência, tanto em terra, quanto no ar.

 

A hora do salto

Fizemos um voo panorâmico de 15 minutos pela cidade de Boituva até atingir a altura de 12 mil pés, equivalente a 5 mil metros. Em seguida, chegou a hora de saltar.

O instrutor me guiou até a porta do avião, ficamos na posição correta e ele contou: 1, 2 e… no três ele simplesmente me empurrou! Já estava em queda livre e o medo foi tão grande de o paraquedas não abrir que o grito nem saiu.

Tempo de queda livre foi de 50 segundos, atingindo aproximadamente 220 km/h. Após 11 segundos o paraquedas abriu e então caí em uma gargalhada de alívio, satisfação, prazer! Daí foi só curtir.

Experimentei um voo de 5 minutos com o paraquedas aberto sobre a paisagem de Boituva. Então pousamos suavemente e ao chegar em terra eu nem acreditei no que tinha vivenciado.

 

Dicas

  • Se ligue na previsão do tempo, com tempo chuvoso não é ideal para saltos;
  • Tenha uma boa noite de sono e descanse bem no dia anterior;
  • Coma algo leve, no máximo 2 horas antes de entrar no avião;
  • Use uma roupa confortável e leve, pois com o macacão por cima pode sentir muito calor;
  • Fique de olho em sites de promoções e escolha o melhor custo x benefício.
Quem escreve?

Prazer, pode me chamar de Naty! Sou marketeira por profissão e blogueira nas horas vagas. Moro em SP, mas já morei na Nova Zelândia e confesso que tenho uma “quedinha” pela ideia de morar fora novamente. Adoro bichos e pessoas também, inclusive as mais incompreensíveis rs! E acredito que assim como a leitura, música, e todas as formas de arte, conhecer diferentes culturas amplia nosso conhecimento sobre o outro e sobre nós mesmos.
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