Trilhas

Caia na estrada Tarawera Road e conheça os lagos de Rotorua

Rotorua é uma cidade indispensável para visitar na Nova Zelândia, pois além de ser a cidade onde mais se preservou a cultura Maori (povo nativo da Ilha), é uma região com muitas atividades geotérmicas, resultado das atividades vulcânicas de muitos anos.

Mas saindo um pouco do roteiro tradicional da área central de Rotorua, há muito o que ver entre Whakarewarewa Forest e Tarawera Forest, como lindas reservas ecológicas e lagos, 11 no total, formando paisagens de tirar o folego.

Tanta beleza vem de uma história triste, pois os lagos de Rotorua foram crateras causadas pela erupção vulcânica do Mount Tarawera em 10 de junho de 1886. O fenômeno causou a morte de mais de uma centena de maoris que habitavam a região.

Há muitas opções de trilhas e campings nessa região, inclusive sugiro dar uma olhada no site do Departamento de Conservação, que recomenda a trilha ideal dentro da região escolhida, nível de dificuldade e tempo de percurso.

Mas aqui vai um roteiro de 1 dia para você se aventurar pelos lagos de Rotorua e as paisagens incríveis entre as florestas de Whakarewarewa e Tarawera:

 

Primeira parada: Blue Lake (Tikitapu)

Bora cair na estrada? Se você estiver em Rotorua é só seguir a Tarawera Road e em 5 minutos já estará na frente do Blue Lake. Logo no início da estrada, ao olhar do seu lado direito, verá a entrada para a famosa Redwood, tanto ela quanto o Blue Lake ficam fazem parte da Whakarewarewa Forest.

O lago faz parte da Tikitapu Scenic Reserve, uma reserva de preservação que contempla uma grande área de mata nativa ao redor. Quem quiser se aventurar, tem trilhas para caminhadas de até duas horas dentro da reserva.

 

Segunda parada: Green Lake (Rotokakahi)

Seguindo a Tarawera Road por menos de 5 minutos você verá surgir dentro os galhos um lago de cor esverdeada, então é só seguir as placas que te levará até a entrada do Green Lake. Lá tem uma área para estacionar os carros, grátis.

A área é bem preservada e cercada de árvores altas, por isso dá impressão que a água é escura, mas na verdade o lago é cristalino! Lá é muito gelado, mas se quiser se atrever a nadar, vai fundo!

 

Terceira parada: Lago Tarawera

Só mais 5 minutos pela Tarawera Road você chegará a paisagem que, na minha opinião, é a mais incrível do dia: o lago Tarawera! Na verdade o lago por si só não é mais bonito que os anteriores, mas o fato é que neste ponto o Monte Tarawera está lá, bem de frente:

Aliás, eu cheguei nesse lugar por acaso, porque o lago tem mais de uma entrada. Esse ponto em questão fica em frente ao The Landing Café, vale a pena colocar a referência no GPS.

O Tarawera Lake é uma verdadeira prainha nos dias de verão, apesar de gelado, muitas famílias vão até lá para andar de barco, nadar e fazer pique-nique.

 

Quarta e última parada: Tarawera Falls

Bom, a viagem já tinha valido a pena até ali, mas como tínhamos 3 horas de luz do dia aproveitamos para visitar a Tawarera Falls. Como a região é toda recortada por lagos e com matas bem preservadas, tivemos que dar uma bela de uma volta para chegar lá.

Levamos cerca de 1h30 para chegar, mas com muita contemplação. Pelo caminho vimos mais lagos, como o Rotoiti, Rotoehu e Rotoma, sem contar essa vista do monte Tarawera:

 

 

Bom, chegando na Tarawera Falls Track é só deixar o carro no estacionamento e começar a trilha. Na época que fui era grátis, mas atualmente cobram $10.

Essa é a opção mais curta, são só 20 minutos para chegar a cachoeira. Para quem estiver disposto e com tempo, tem uma opção de trilha para cachoeira a partir de Tarawera Outlet, veja no site oficial do departamento de conservação.

A trilha é às margens do rio Tarawera, cujas águas vem da cachoeira. Olha esse azul, que coisa mais linda:

 

E, para fechar o dia com chave de ouro, Tarawera Falls:

Quem escreve?

Prazer, pode me chamar de Naty! Sou marketeira por profissão e blogueira nas horas vagas. Moro em SP, mas já morei na Nova Zelândia e confesso que tenho uma “quedinha” pela ideia de morar fora novamente. Adoro bichos e pessoas também, inclusive as mais incompreensíveis rs! E acredito que assim como a leitura, música, e todas as formas de arte, conhecer diferentes culturas amplia nosso conhecimento sobre o outro e sobre nós mesmos.
Leia também
Nova Zelândia

Queenstown: O que fazer em 3 dias na cidade gastando pouco

Nova Zelândia

Trilha Queenstown Hill: Paisagem fascinante na Nova Zelândia

Nova Zelândia

Arrowtown: A antiga cidade do ouro da Nova Zelândia

Rotorua

Trilha na Redwoods Forest em Rotorua na Nova Zelândia

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *