Trilhas

Tongariro Crossing: A trilha de 1 dia mais importante da Nova Zelândia

Tongariro Alpine Crossing é considerada a trilha de 1 dia mais importante da Nova Zelândia e quiçá do mundo! Ela faz parte do Tongariro National Park, o parque nacional mais antigo do país. Por isso até quem não é fã de longas caminhadas não pode perder a oportunidade de visita-lo.

Não é fácil completar o percurso, mas vale a pena caminhar 19.4 quilômetros entre montanhas, rochas vulcânicas, crateras, lama, floresta, lagos vibrantes e o incrível Vulcão Ngauruhoe, o Mount Doom do Senhor dos Anéis.

E por ser um passeio tão indispensável assim, estar bem informado é essencial para garantir a melhor experiência possível. Confira aqui todas as etapas da trilha:

 

Chegando no Tongariro National Park

Há duas opções de entradas no Parque para iniciar a trilha, por Mangatepopo Hut e Katetahi.

A primeira opção é a mais recomendada pois pode-se percorrer os trechos mais íngremes no início e deixar as descidas para o final. Nada mais justo, afinal você terá caminhado o dia todo e já dizia o ditado: na descida todo santo ajuda.

Neste caso, o ideal é dirigir até Katetahi, estacionar o carro em Katetahi Carpark (é gratuito) e pegar um shuttle (ônibus) até a Mangatepopo Hut. Os shuttles partem logo cedo e devem ser reservados com antecedência. Eu reservei o meu shuttle para às 8h e paguei NZD 35, nesse site.

Para ter melhor noção das entradas, percurso e banheiros, veja o mapa do parque abaixo. Continue lendo que no final do post te explico melhor como chegar ao parque, ok?

 

Começando a Tongariro Alpine Crossing

O shuttle chegou às 8h20 em Mangatepopo Valley, e após um alongamento básico comecei a trilha. Apesar de estar bem agasalhada meu nariz estava congelando!

Mas ao olhar adiante foi um tanto motivador, pois o caminho é cercado por montanhas e cortado por riachos, oferecendo uma visão ampla da longa e exuberante caminhada pela frente.

Durante a caminhada você vai notar como a paisagem muda, características e cores da vegetação, montanhas e principalmente do solo. As pedras são bem soltas, como se a erupção do Mount Ngauruhoe fosse recente.

Essa etapa é bem plana até chegar a Soda Springs, que é onde começa a ficar íngreme. Além de servir para aquecimento, aproveite essa etapa para ir ao banheiro, porque de Soda Springs em diante os banheiros começam a ficar escassos.

 

Soda Springs em diante: Subida que não acaba mais

Sem exageros, depois de Soda Springs a subida começa e parece não ter fim! São quilômetros de trilha bem íngreme e para ajudar o solo é coberto de rochas vulcânicas, então as pisadas não tem aderência. Por isso, se você tiver bastão de montanhismo, será muito útil!

Foi nessa etapa também que vi a importância de me vestir em várias camadas, porque à medida que fui subindo fui tirando as peças mais quentes.

 

O topo: Mount Ngauruhoe e Red Crater

Chegando ao final da subida, que está a 1886 metros de altura, vem a recompensa: A Red Crater e a vista do cume do Mount Ngauruhoe. A cor vermelha é bem visível na abertura dos dois fenômenos, por serem cobertos de lava solidificada.

Se você assistiu ao filme Senhor dos Anéis vai reconhecer esse cenário, onde o vulcão Ngauruhoe foi o Mount Doom.

 

Emerald Lakes e Blue Lake

Assim que você começa a descer começa a parte mais linda do parque, qual terá valido a pena o frio do início da trilha e as subidas após Soda Springs, porque começa a região de Emerald Lakes, a mais esperada do parque!

Essa cor vibrante dos lagos é causada por minerais, que são extraídos na área térmica ao seu redor. E devido a esses mesmos minerais não é permitido banhar-se nas águas.

Após os dois lagos verdes, chega então o Blue Lake, localizado dentro de uma antiga cratera vulcânica. Às margens dele é um ótimo lugar para sentar, contemplar e claro, fazer um lanchinho!

 

Enfim, terminando a trilha

Depois do Blue Lake tem uma pequena subida onde você tem uma vista bacana do caminho percorrido, e logo mais começa a descida, já não mais por um parque descampado, e sim por uma extensa área verde. Ao terminar o percurso você estará de volta em Katetahi Carpark para pegar seu carro.

 

Como chegar ao Tongariro National Park

Como o ideal é começar a trilha cedo, é recomendável dormir próximo ao parque, para não precisar acordar tão cedo no dia da trilha.

Para quem vai ao parque aproveitar estação de esqui no inverno, Ruapehu e a vila National Park são boas alternativas, agora a cidade mais próxima das entradas Katetahi Carpark e Mangatepopo é Turangi, que fica a 320km de Auckland, aproximadamente 4 horas dirigindo.

Reserve sua hospedagem em Turangi

 

Como se preparar para Tongariro Crossing

 

Melhor época para ir

A melhor época para ir é bem relativa. No verão o clima é mais ameno e estável com menos risco de chuvas, já no inverno dias chuvosos são mais frequentes e tem dias em que o parque até fica fechado devido ao grande volume de neve, por isso fique de olho no site do parque.

Mas em compensação no inverno o visual é incrível, pois as montanhas ficam brancas por inteiro, dando um contraste incrível entre o branco e a cor intensa dos lagos, sem contar que você pode ficar na região um dia a mais e esquiar em Mount Ruapehu.

 

Confira a previsão do tempo

Definida a data da travessia, confira a previsão do tempo alguns dias antes da sua ida. É claro que pequenas variações acontecem no decorrer do dia, mas se a previsão diz que vai chover o dia todo, o conselho é postergar, porque além de dificultar seu percurso, as nuvens podem cobrir as vistas mais bonitas do passeio.

 

O que vestir

Aconselhável usar 3 ou 4 camadas de blusas, pois nos trechos mais íngremes você poderá sentir calor. Leve também capa de chuva ou jaqueta à prova da água, toca, luvas, óculos de sol, calça flexível e quente, tênis ou botas para trekking. Também não esqueça de passar protetor solar no rosto e levar uma manteiga de cacau para os lábios.

 

O que levar na mochila

Basicamente papel higiênico, sacola para recolher seu lixo, água e comida. O ideal é no mínimo 1,5 litro de água, alguma fruta, sanduíche, barra de cereal, chocolate ou nuts.

É claro que você precisa de energia para o dia todo, mas levar muito peso na mochila é uma péssima ideia, pois no meio do percurso você já pode estar com muita dor nas costas. Vai por mim, experiência própria!

Quem escreve?

Prazer, pode me chamar de Naty! Sou marketeira por profissão e blogueira nas horas vagas. Moro em SP, mas já morei na Nova Zelândia e confesso que tenho uma “quedinha” pela ideia de morar fora novamente. Adoro bichos e pessoas também, inclusive as mais incompreensíveis rs! E acredito que assim como a leitura, música, e todas as formas de arte, conhecer diferentes culturas amplia nosso conhecimento sobre o outro e sobre nós mesmos.
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