No 15º dia da Viagem UAC, saímos do Parque Metropolitano de Santiago e fomos à vinícola Concha y Toro, que fica em Pirque, cidade a 26 km de Santiago, e é uma das vinícolas mais conhecidas no mundo.

Lá tem estacionamento gratuito aos visitantes. Com nossos números dos pedidos da visita em mãos (gerados no site da Concha y Toro), tivemos CH$ 600 (R$ 2,67) de desconto, assim, pagamos na hora: CH$ 8.000 (R$ 35,61) por pessoa pelo “Tour Tradicional”.

O tour foi guiado em espanhol (um pouco mais rápido que o da Casa Museo La Chascona) e teve início pelo antigo casarão de verão da família Concha y Toro, ali a guia contou um pouco da história dessa família e do casarão ao nosso grupo, que tinha colombianos, argentinos e chilenos.

Em seguida passamos em uma parte do pomar de videiras, com várias espécies diferentes e a guia deu informações sobre algumas delas: onde e como são plantadas, aroma, sabor, etc.

O que mais marcou nessa parte foi saber que o tipo Carménère, original da França, só é cultivado naturalmente, ou seja, sem interferências genéticas, no Chile, já que na Europa as videiras dessa variedade pegaram praga não sendo mais possível plantá-la naturalmente. No Chile a variedade resistiu graças à geografia do país, que tem ao norte o Deserto do Atacama, ao sul a Patagônia, a leste a Cordilheira dos Andes e a oeste o Oceano Pacífico, que formam barreiras naturais contra pragas, aliado a política adotada pelo governo nas fronteiras, que não permite a entrada de frutas e verduras.

Fizemos a primeira degustação, que foi do vinho Trio Reserva Chardonnay, com dicas. A gente não botava muita fé que “chacoalhar” a taça alterava o sabor da bebida, mas lá aprendemos e pudemos comprovar que realmente isso altera o sabor e o aroma do vinho, já que esse ato oxigena o precioso líquido.

Visitamos uma das bodegas que é revestida de madeira e climatizada, tudo para melhorar o sabor e o aroma dos vinhos.

Depois veio a parte alta da visita: conhecemos a centenária bodega Casillero del Diablo, que fica no subsolo e é climatizada naturalmente. Leva esse nome graças a uma lenda espalhada por Don Melchor, o fundador da vinícola, que ao perceber o sumiço de vinhos daquela adega espalhou que ali morava um diabo. Diz a lenda que depois disso nunca mais roubaram vinhos de lá.

Dentro daquela bodega acontece um espetáculo de imagem, som e luz que conta essa lenda. Em um canto mais reservado, no final de um corredor fechado com grade, tem a figura de um diabo em efeito de luz. Não recomendamos esse passeio a fanáticos religiosos.

Esse vídeo conta um pouco da lenda do Casillero del Diablo:

Aqui o vídeo em português (com direito a “bordéus”!)

Fizemos outra degustação, dessa vez de um vinho tinto Casillero del Diablo, aí bebemos certinho, oxigenando o vinho para melhorar o sabor e o aroma. Por fim, ganhamos uma taça escrita “Concha y Toro” e encerrou o tour.

 

Compras na Concha y Toro

Antes de ir embora passamos pelo Wine Bar e compramos dois vinhos Casillero del Diablo, da Concha y Toro, um tinto e outro Shiraz Rose. Pagamos CH$ 3.790 (R$ 16,87) por garrafa.

 

Hospedagem em Santiago