Uspallata

12º Dia (02/01/13, qua): Atravessando a Cordilheira dos Andes

Total de Km percorridos (de carro) no dia: 384,8

Antes de pegar a estrada e atravessar a Cordilheira dos Andes rumo a Santiago, tínhamos que trocar o estepe. Arrumamos as malas, tomamos o café da manhã e seguindo orientação do recepcionista do hostel fomos até uma oficina providenciar um novo estepe e uma chave de roda.

Depois de acertarmos as pendências do carro, passamos no Walmart que fica na beira da estrada, na saída de Mendoza, onde compramos algumas frutas, água, leite, pães e queijo, para comermos na viagem e no café da manhã no próximo dia.

Às 14 horas seguimos pela Ruta 7 em direção a Uspallata e deixamos para trás o clima seco e todos os perrengues que passamos em Mendoza.

A paisagem pelo caminho é de tirar o fôlego! As montanhas nos seguiram até Santiago e algumas delas, mesmo sendo verão, estavam com o pico nevado. Paradas pelo caminho foram inevitáveis.

A primeira foi no Dique Potrerillos, um lago azul que chama a atenção de quem passa pela Ruta 7. Fomos obrigados a parar e apreciar a beleza daquelas águas, não resistimos e fomos até uma das margens molhar os pés e a água estava muito gelada.

Depois paramos para almoçar e tentar sacar dinheiro em Uspallata. Almoçamos em um restaurante ao lado do posto YPF do trevo de Uspallata. Pedimos arroz, frango e salada. Serviu duas pessoas e a conta ficou em aproximadamente R$ 40,00.

Tentamos sacar dólar no “caixa 24 horas” do Banco de la Nación, que fica em frente ao posto, mas não conseguimos. Seguimos viagem mesmo assim.

Entre Uspallata e a Puente del Inca passamos por uma barreira policial argentina, fizeram algumas perguntas, como: Para onde estávamos indo e fazer o que? Se havíamos comprado algum objeto de valor na Argentina? Falamos que estávamos indo ao Chile a passeio e que não tínhamos comprado nada na Argentina. Pediram para ver o porta-malas do carro, mas nem tocaram nas malas e já nos liberaram.

Ainda na Argentina, paramos na Puente del Inca, um pequeno vilarejo que fica na margem da Ruta 7 e tem esse nome por causa da formação rochosa que forma uma ponte natural sobre o Rio Las Cuevas. Nela há o Hotel Puente del Inca, um hotel termal abandonado que foi inaugurado em 1.925 e desativado 40 anos depois. Apenas observamos a ponte e o hotel, já que o acesso a ambos está fechado aos visitantes por lei.

Perto dali fica a entrada do Parque Provincial Aconcágua, onde funciona um centro de informações, uma espécie de museu e caminhando alguns metros tem um mirante para o Aconcágua, que tem quase 7.000 metros de altitude e é o ponto mais alto do hemisfério sul do planeta Terra. O céu estava com algumas nuvens e o pico do Aconcágua estava parcialmente nublado.

O Aconcágua parcialmente nublado

O Aconcágua parcialmente nublado

Depois de passar pelo Túnel do Cristo Redentor chegamos na aduana chilena, o Paso Internacional Los Libertadores. Com isso acertamos nossos relógios com o horário chileno, -1 hora.

Quando chegamos tinha dois carros na fila e uma moça adiantando os processos. Ela pediu para gente preencher um formulário enquanto aguardávamos.

Os chilenos são muito burocráticos organizados e isso nos estressou um pouco, enquanto nas aduanas uruguaia e argentina demoramos no máximo 20 minutos para fazermos os trâmites, na aduana chilena demoramos quase 2 horas.

Enquanto passávamos pelos passos da aduana, aproveitamos para trocar os pesos argentinos por pesos chilenos na Montexchange, uma casa de câmbio que fica dentro do Paso Los Libertadores. O câmbio foi de AR$ 1,00 = CH$ 55,00, com nossos AR$ 300,00 pegamos CH$ 16.500,00.

Um dos passos para entrar no Chile era a vistoria do carro e pertences. Nisso confiscaram nossas frutas tinhámos acabado de comprar em Mendoza, pedimos para que deixassem a gente comer, porém a resposta foi negativa.

Liberados, o último passo era entregar uma folha cheia de carimbos em uma guarita na saída da aduana. Mas fomos obrigados a estacionar o carro e voltar, pois faltava um carimbo. A atendente que se esqueceu de carimbar estava visivelmente nervosa e carimbou o papel com muita vontade.

Agora sim, tudo certo. Chegamos ao Chile!!!

A Ruta 7 depois de passar pela fronteira chilena passa a denominar-se Ruta 60 e é nela que logo depois do Paso Los Libertadores tem o temido Los Caracoles (ou Cuesta Juncal) que é um conjunto de curvas somadas a um desnível de aproximadamente 670 metros. Nesse trecho não passamos dos 50 km/h nas retas e nas curvas não passamos dos 20 km/h. Estava em obras, mas isso não atrapalhou a descida. O tráfego de caminhões é intenso, mas eles abriam caminho para a passagem dos carros, inclusive havia muitos caminhoneiros brasileiros que nos cumprimentava com buzinas quando parávamos para registrar algumas fotografias.

A gente imaginava que Los Caracoles fosse pior. Realmente esse trecho impressiona, mas dirigindo devagar não tem erro, também não vimos nenhum louco correndo pelas curvas e nem caminhões tirando o pé do frio na descida.

 

Dai para frente não teve nada que fez a gente parar – exceto os 3 pedágios chilenos – também já estávamos cansados de ficar na estrada, isso fez a gente seguir direto para Santiago.

Estava anoitecendo quando chegamos e já nos primeiros quilômetros dirigindo dentro da cidade ficamos impressionados com a organização do trânsito e com a qualidade da pavimentação das estradas e avenidas. Não pegamos congestionamento e com a ajuda do nosso GPS chegamos com facilidade ao apartamento.

Guardamos o carro no estacionamento do prédio, subimos as malas e preparamos uma jantinha antes da gente cair no sono.

 

Hospedagem em Santiago

Escolhemos ficar em um apartamento, pois achamos ser o melhor custo-benefício. Ficamos no Carmen 390. Fizemos a reserva pela internet, escolhemos a opção do apartamento com um quarto.

O apartamento fica próximo do centro, em uma região mais residencial, tem mercado a duas quadras. Ele é muito bem arrumado com cozinha completa, banheiro com banheira, quarto com um grande guarda-roupa e uma cama sensacional, varanda, além de TV, aquecedor, climatizador e wi-fi.

Tivemos direito a uma vaga no estacionamento do prédio. Na cobertura tem piscina a disposição dos moradores, porém não fomos conhecer esse espaço.

Sem dúvidas, nessa viagem, essa foi nossa melhor hospedagem.

 

Rota

Na Argentina pegamos a Ruta 40 (duplicada, asfalto bom e sem pedágio no trecho), até a Ruta 7 (pista simples, asfalto muito bom, sem pedágios no trecho), no Chile essa ruta passa a se chamar Ruta 60 (pista simples, asfalto razoável e um pedágio). Em Los Andes pegamos a Ruta 57 (duplicada, asfalto excelente e dois pedágios até Santiago).

 

Mapa do dia

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 126,36*
Alimentação: R$ 60,00*
Pedágios: R$ 24,93 (17h46, Túnel do Cristo Redentor = CH$ 3.000; 20h55, Chacabuco = CH$ 1.800; 21h21, Las Canteras = CH 800)
Pneu e chave de roda: R$ 256,69

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 4.460,0

 

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
Leia também
Nova Zelândia

Queenstown: O que fazer em 3 dias na cidade gastando pouco

Nova Zelândia

Trilha Queenstown Hill: Paisagem fascinante na Nova Zelândia

Nova Zelândia

Arrowtown: A antiga cidade do ouro da Nova Zelândia

Rotorua

Trilha na Redwoods Forest em Rotorua na Nova Zelândia

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *