Total de Km percorridos (de carro) no dia: 384,8

Antes de pegar a estrada e atravessar a Cordilheira dos Andes rumo a Santiago, tínhamos que trocar o estepe. Arrumamos as malas, tomamos o café da manhã e seguindo orientação do recepcionista do hostel fomos até uma oficina providenciar um novo estepe e uma chave de roda.

Depois de acertarmos as pendências do carro, passamos no Walmart que fica na beira da estrada, na saída de Mendoza, onde compramos algumas frutas, água, leite, pães e queijo, para comermos na viagem e no café da manhã no próximo dia.

Às 14 horas seguimos pela Ruta 7 em direção a Uspallata e deixamos para trás o clima seco e todos os perrengues que passamos em Mendoza.

A paisagem pelo caminho é de tirar o fôlego! As montanhas nos seguiram até Santiago e algumas delas, mesmo sendo verão, estavam com o pico nevado. Paradas pelo caminho foram inevitáveis.

A primeira foi no Dique Potrerillos, um lago azul que chama a atenção de quem passa pela Ruta 7. Fomos obrigados a parar e apreciar a beleza daquelas águas, não resistimos e fomos até uma das margens molhar os pés e a água estava muito gelada.

Depois paramos para almoçar e tentar sacar dinheiro em Uspallata. Almoçamos em um restaurante ao lado do posto YPF do trevo de Uspallata. Pedimos arroz, frango e salada. Serviu duas pessoas e a conta ficou em aproximadamente R$ 40,00.

Tentamos sacar dólar no “caixa 24 horas” do Banco de la Nación, que fica em frente ao posto, mas não conseguimos. Seguimos viagem mesmo assim.

Entre Uspallata e a Puente del Inca passamos por uma barreira policial argentina, fizeram algumas perguntas, como: Para onde estávamos indo e fazer o que? Se havíamos comprado algum objeto de valor na Argentina? Falamos que estávamos indo ao Chile a passeio e que não tínhamos comprado nada na Argentina. Pediram para ver o porta-malas do carro, mas nem tocaram nas malas e já nos liberaram.

Ainda na Argentina, paramos na Puente del Inca, um pequeno vilarejo que fica na margem da Ruta 7 e tem esse nome por causa da formação rochosa que forma uma ponte natural sobre o Rio Las Cuevas. Nela há o Hotel Puente del Inca, um hotel termal abandonado que foi inaugurado em 1.925 e desativado 40 anos depois. Apenas observamos a ponte e o hotel, já que o acesso a ambos está fechado aos visitantes por lei.

Perto dali fica a entrada do Parque Provincial Aconcágua, onde funciona um centro de informações, uma espécie de museu e caminhando alguns metros tem um mirante para o Aconcágua, que tem quase 7.000 metros de altitude e é o ponto mais alto do hemisfério sul do planeta Terra. O céu estava com algumas nuvens e o pico do Aconcágua estava parcialmente nublado.

O Aconcágua parcialmente nublado

O Aconcágua parcialmente nublado

Depois de passar pelo Túnel do Cristo Redentor chegamos na aduana chilena, o Paso Internacional Los Libertadores. Com isso acertamos nossos relógios com o horário chileno, -1 hora.

Quando chegamos tinha dois carros na fila e uma moça adiantando os processos. Ela pediu para gente preencher um formulário enquanto aguardávamos.

Os chilenos são muito burocráticos organizados e isso nos estressou um pouco, enquanto nas aduanas uruguaia e argentina demoramos no máximo 20 minutos para fazermos os trâmites, na aduana chilena demoramos quase 2 horas.

Enquanto passávamos pelos passos da aduana, aproveitamos para trocar os pesos argentinos por pesos chilenos na Montexchange, uma casa de câmbio que fica dentro do Paso Los Libertadores. O câmbio foi de AR$ 1,00 = CH$ 55,00, com nossos AR$ 300,00 pegamos CH$ 16.500,00.

Um dos passos para entrar no Chile era a vistoria do carro e pertences. Nisso confiscaram nossas frutas tinhámos acabado de comprar em Mendoza, pedimos para que deixassem a gente comer, porém a resposta foi negativa.

Liberados, o último passo era entregar uma folha cheia de carimbos em uma guarita na saída da aduana. Mas fomos obrigados a estacionar o carro e voltar, pois faltava um carimbo. A atendente que se esqueceu de carimbar estava visivelmente nervosa e carimbou o papel com muita vontade.

Agora sim, tudo certo. Chegamos ao Chile!!!

A Ruta 7 depois de passar pela fronteira chilena passa a denominar-se Ruta 60 e é nela que logo depois do Paso Los Libertadores tem o temido Los Caracoles (ou Cuesta Juncal) que é um conjunto de curvas somadas a um desnível de aproximadamente 670 metros. Nesse trecho não passamos dos 50 km/h nas retas e nas curvas não passamos dos 20 km/h. Estava em obras, mas isso não atrapalhou a descida. O tráfego de caminhões é intenso, mas eles abriam caminho para a passagem dos carros, inclusive havia muitos caminhoneiros brasileiros que nos cumprimentava com buzinas quando parávamos para registrar algumas fotografias.