Viña del Mar

14º Dia (04/01/13, sex): Bate-volta de Santiago a Valparaíso e Viña del Mar

Total de Km percorridos (de carro) no dia: 304,6

Tiramos o dia para conhecer Valparaíso e Viña del Mar – cidades do litoral chileno próximas a Santiago. Após o café pegamos a estrada sentido Valparaíso, às 13h15. Fomos pela Ruta CH-68, uma rodovia em excelente estado, com faixas duplas e triplas, com boa sinalização e com pedágios.

Paramos para abastecer em um Posto Petrobras/BR, na beira da pista, pagamos CH$ 751,00/litro (R$ 3,35) da gasolina “93”.

A viagem demorou aproximadamente 2h30, assim que chegamos a Valparaíso fomos a região portuária, ao Ascensor Artillería, que é um meio de transporte que sobe e desce o morro por trilhos, uma mistura de bondinho com teleférico.

Ele nos levou ao topo do Cerro Artillería, onde tem o Paseo 21 de Mayo e o Museo Naval y Marítimo. Lá em cima existem mirantes com vista privilegiada para Valparaíso e Viña del Mar. Como chegamos tarde na cidade não tivemos tempo para visitar o museu.

 

Esse Ascensor é um dos vários existentes em Valparaíso, talvez ele seja o mais turístico, por causa do museu e da visão da cidade do alto do morro.

Tiramos algumas fotos e logo descemos e aproveitamos para passear pelas proximidades da Plaza Echaurren, diz a história que essa foi a primeira praça da cidade e que ela existe desde a época colonial.

No entorno dela tem vários prédios antigos e no centro dela há uma fonte. Assim como muitas cidades brasileiras, lá também têm muitas pombas. Seguimos até a Iglesia de la Matriz. Antes de voltarmos ao carro passamos em uma lojinha e compramos DVDs para backup das fotos da viagem, lá o DVD estava mais barato que em Santiago. Dali fomos direto ao Museo Fonck, pois ele estava para fechar.

Museo Fonck fica a aproximadamente 10km (30min) da Plaza Echaurren, em Viña del Mar. Esse museu é famoso pelo moai exposto em sua fachada e pelo grande acervo sobre a Ilha de Páscoa. Visitamos o seu interior que é bem interessante e suas várias salas de exposição contam o surgimento geográfico e dos povos do Chile, cada sala mostra uma região, incluindo a Ilha de Páscoa, e todas são ilustradas com objetos e painéis explicativos em espanhol – mesmo sem conhecer a língua dá para entender sem muita dificuldade. No primeiro andar fica a Area Ciencias Naturales, onde ficam expostas diversas espécies de animais empalhados. A entrada custa CH$ 2.000,00 (R$ 8,90) por adulto.

Vimos uma torre em estilo gótico, isso despertou nossa curiosidade. Atravessamos a rua e fomos até ela, é a Iglesia de Nuestra Señora del Carmen, ela estava fechada e só observamos sua arquitetura peculiar. Pegamos o carro e demos uma contribuição ao flanelinha.

 

Sem muita noção de quanto valia CH$ 1.000,00 acabamos dando mais do que isso aos flanelinhas, que eram gentis, não falaram um preço e não exigiram em nenhum momento o pagamento. Diga-se de passagem, bem diferente da maioria dos flanelinhas brasileiros. Vimos como eles ficaram surpresos ao receber mais de CH$ 1.000,00 só depois fazendo as contas fomos entender o motivo.

Em seguida fomos conhecer uma das praias mais famosas e badaladas do Chile, o Balneário de Reñaca, que também fica em Viña del Mar. Lá não tinha flanelinhas. Paramos o carro bem em frente da areia. A praia estava lotada e vimos carros de vários países da América do Sul.

Nos aventuramos a molhar os pés no Oceano Pacífico, mesmo com placas dizendo que a água estava imprópria para banho. Comprovamos o que lemos em livros escolares e ouvimos em programas de TV: aquele oceano tem mesmo águas frias, e põe fria nisso! Não é exagero, até a areia estava gelada. Mesmo assim tinha crianças nadando. Incrível!

Ficamos só 20 minutos na praia, pois a tarde ia caindo e ainda tínhamos que conhecer outro ponto turístico famoso de Viña del Mar, o Reloj de Flores. Esse relojo foi importado da Suíça em 1962, para deixar a cidade mais bonita para a Copa do Mundo FIFA do mesmo ano, já que Viña del Mar foi uma das cedes da Copa que aconteceu no Chile e que deu o bicampeonato ao Brasil.

Deixamos o carro no estacionamento em frente ao Reloj de Flores, pagamos CH$ 600,00 (R$ 2,60) a hora. Além do relojo deu tempo da gente conhecer o Balneario Caleta Abarca e comprar alguns alfajores.

Ainda com Sol voltamos para Valparaíso e passeamos pela Plaza Sotomayor e pelos arredores dela onde fica a Dirección General del Cuerpo de Bomberos de Valparaíso, o Edificio CSAV, o Hotel Rainha Victória, a Comandancia en Jefe de la Armada de Chile e o Monumento Héroes de Iquique y Mausoleo de Arturo Prat.

No Bombeiro tinha um caminhão antigo da marca Ford que podia ser fotografado, ao lado havia uma caixinha de contribuição. O Edificio CSAV parecia um cubo da água, suas janelas de vidro refletiam o céu e se confundiam com ele. Ao lado tem o Hotel Rainha Victória que ocupa um prédio antigo bem charmoso. Em frente a Comandancia en Jefe de la Armada de Chile fica o imponente Monumento Héroes de Iquique y Mausoleo de Arturo Prat. As nuvens pareciam de desenho, favorecendo belas fotografias.

Voltamos a Santiago e chegamos a noite. Não tivemos problemas em dirigir a noite na Ruta CH-68 nem nas ruas de Santiago, com o GPS foi tudo tranquilo. A volta foi mais rápida que a ida, saímos de Valparaíso às 20h25 e chegamos em Santiago às 22h10, fizemos o percurso em 1h45.

 

Mapa do dia


Visualizar Bate-volta de Santiago a Valparaíso e Viña del Mar em um mapa maior

Hospedagem em Santiago

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 126,36*
Combustível: R$ 89,30
Pedágios: R$ 35,62
Passeios: R$ 35,62*
Estacionamento: R$ 2,67

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 4.776,8

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
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