Total de Km percorridos (de carro) no dia: 956,1

Acordamos às 9 horas já com as malas e o planejamento no jeito para gente ir de Córdoba a Corrientes, na segunda parte e a mais longa (956 km) da nossa viagem de volta ao Brasil de quatro dias, partindo de Santiago do Chile a Foz do Iguaçu. Nossa parada nesse dia foi na cidade de Corrientes, no norte da Argentina.

Antes de partir pegamos os vales café e fomos até a padaria conveniada com o hotel, que fica a um quarteirão do hotel. Nos serviram dois cafés “à la carte” com duas medialunas (croissant), café com ou sem leite, um copinho com água com gás e outro com suco concentrado de laranja, geleias e manteiga.

Voltamos ao hotel, pegamos nossas malas, fizemos o check out e fomos buscar o carro. Pagamos o estacionamento – AR$ 20,00 (R$ 8,93) por 1 hora mais o pernoite – e saímos de Córdoba às 10h50.

Era uma manhã nublada e logo na saída de Córdoba pegamos um trecho com chuva fraca na Ruta 19, mas conforme a gente se distanciava da cidade a chuva foi passando e com ela a pista dupla, logo o sol apareceu firme e forte e a pista ficou simples. Rodamos poucos quilômetros nessa ruta, porém o suficiente para pagarmos um pedágio de AR$ 5,00 no km 306.

Todas as estradas a partir daí são simples, sem trânsito, com asfalto bom, sem sinalização e sem postos, por isso, abastecemos com Nafta Super em um posto da rede YPF na saída de Córdoba, por AR$ 7,35 o litro. Enchemos o tanque, o total ficou em AR$ 280,00.

Em Rio Primeiro entramos na Ruta 10, via de acesso à Ruta 17. Como nosso café foi fraco, ficamos com fome cedo.

Entramos na pequena cidade Altos de Chipión para procurar algum lugar para comer, mas para nossa surpresa a cidade parecia fantasma. Além de ser muito pequena e ter algumas casas aparentemente abandonadas, ainda não havia ninguém nas ruas e tudo estava fechado. Era a hora da cesta argentina.

Depois de rodar pela cidade, já desistindo, achamos uma sorveteria com a porta a meia altura. Paramos e perguntamos se havia algum lugar aberto e eles nos informaram que não íamos encontrar nada por lá. Com fome seguimos viagem.

Na estrada tinha placas informando que o Nicolás Burdisso é natural da cidade. Ele é jogador de futebol, hoje aos 32 anos defende o Boca Juniors, mas já teve passagem pela seleção argentina.

Em La Paquita, outra cidade pequena (menos de 1.000 habitantes), passamos devagar observando se havia algo aberto, e quase no último quarteirão da cidade achamos uma birosca aberta. Esse foi o único lugar da viagem que tivemos problema com o espanhol. A mulher que nos atendeu falava e a gente não entendia nada.

Queríamos comer comida: arroz, se possível feijão e alguma carne com salada. Ela explicava o que ela tinha e a gente tentava explicar para ela o que a gente queria. Por fim pedimos que ela fizesse a tal “ensalada” que ela falava tanto. Ficamos imaginando o que viria, pensamos em uma salada com alface, tomate e palmito, ou algo do tipo. Demorou para ficar pronto e quando vimos o resultado eram empadas.

Pedimos para embrulhar para viagem e comemos pela estrada. Tudo para economizar tempo nessa longa viagem.

Logo chegamos à Ruta 23 e seguimos por ela até a Villa Trinidad, já na província de Santa Fé, onde entramos na Ruta 39 e seguimos até a Ruta 11, em Gobernador Crespo. Nesses trechos rodamos a 120 km/h, sem radar, polícia, trânsito e com asfalto bom e plano. Passamos por diversas fazendas e sítios, plantações de girassol e por alguns rios/lagos com várias pessoas pescando.

Na Ruta 11 o trânsito é maior por isso a velocidade foi menor. Nela fomos até Resistência e pagamos dois pedágios um por AR$ 5,00 (km 777) e o segundo por AR$ 3,50 (km 929).

Também paramos para abastecer em Reconquista, enchemos o tanque com a nafta “5000”, em um posto Esso, por AR$ 7,27 o litro, totalizando AR$ 285,00. Aproveitamos e compramos um galão de água, por absurdos AR$ 21,00.

Na divisa da província de Santa Fé com Chaco, policiais fiscalizavam caminhões e alguns carros, os relatos sobre policiais corruptos nessa região é grande, mas nós não fomos parados por eles.

Logo a noite chegou e a estrada sem sinalização de solo ficou muito perigosa, tivemos que andar a 80 km/h, para nossa sorte logo chegamos a Resistência, a capital da província de Chaco e vizinha de Corrientes, separadas pelo Rio Paraná. Entramos na cidade e achamos um Carrefour, compramos algumas coisas para gente comer na viagem do próximo dia de Corrientes a Foz do Iguaçu, como pães, queijo, salame, suco, água, bolo e cervejas para levar para casa.

Saímos do mercado e entramos na Ruta 16, que liga Resistencia a Corrientes. Depois de pagar pedágio (AR$ 3,00), passamos pela Ponte Gral. Belgrano, com seus 1,7 km de distância a 35 metros sobre o Rio Paraná. Como já era noite não deu para ver quase nada, nem fotos tiramos.

Procuramos o hotel que a gente tinha reserva e fizemos o check-in às 23h30. Com as paradas foram 12h40 de viagem e 956,1 km percorridos.

Tomamos banho, comemos uns lanches e dormimos.

 

Hospedagem em Corrientes

O Hotel Corrientes Plaza fica bem no centro de Corrientes, com entradas pela Plaza Juan Bautista Cabral e pelo estacionamento pala Calle San Lorenzo. O estacionamento é coberto e gratuito para os hóspedes.

Na suíte tinha frigobar (algo raro pelos hotéis que passamos), ar condicionado, ventilador de teto, telefone, cama muito confortável com travesseiro e roupa de cama, toalhas e o banheiro era espaçoso com um bom chuveiro.

O piso é de carpete, mas o cheiro dentro do quarto não era tão forte quanto o dos corredores. O hotel também oferece wi-fi, elevador, academia e piscina.

O café da manhã foi muito gostoso e farto. Tinha opção de medialunas (croissant) salgada e doce, sucos naturais, manteiga e geleias, pão de forma e pão francês, bolos doces, café, leite, chá, bolachas, presunto, queijo, etc. Era muita coisa boa.

Achamos o hotel muito chique e acima dos nossos padrões, e isso vale também para o preço:  AR$ 351,00 a diária, para casal.

 

Mapa do dia

* No Google Maps a rota de Córdoba a Corrientes, no trecho de Vera a Resistencia, a Ruta 11 está incompleta e por isso tem um “desvio” pela Ruta 36 e 1. Desconsidere esse trecho do mapa, pois a Ruta 11 segue seu trajeto de Vera até Resistência normalmente, asfaltada e inclusive com uma praça de pedágio.

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 156,70*
Alimentação: R$ 39,01*
Combustível: R$ 252,23
Pedágios: R$ 9,60

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 6.870,1