No 20º dia da Viagem UAC (de carro pelo Uruguai, Argentina e Chile), fomos ao Parque das Aves, em Foz do Iguaçu. Um espaço cercado de árvores e cheio de aves – mais de 1.020. Fomos “atacados” por tucanos e está comprovado que “tucano” não gosta da gente e vice-versa.

O Parque das Aves fica perto da entrada do Parque Nacional do Iguaçu. Fomos nele depois de conhecer as Cataratas do Iguaçu.

São mais de 1.020 aves brasileiras e de diversas partes do mundo – muitas delas ameaçadas de extinção -, que ficam divididas nos viveiros espalhados pelos 16,5 hectares de Mata Atlântica. Muitas dessas aves são provenientes de apreensões realizadas pela Polícia Ambiental, Polícia Federal e pelo IBAMA.

Entre os viveiros, três são de imersão – você entra dentro da “gaiola”, junto com os animais – são eles: Viveiro Floresta, Pantanal e das Araras.

O Viveiro das Araras é o último deles. Nele tem várias espécies de araras e papagaios. Como chegamos tarde ao parque, quando chegamos nesse viveiro ele já estava fechado.

No Viveiro Floresta têm exemplares de mutuns, gralhas, sabiás, jacutinga e várias espécies de tucanos. Não sei se é porque estava perto do parque fechar e/ou por só ter a gente dentro do viveiro, mas as aves pareciam agitadas, os tucanos no chão e no corrimão, nos encarava com um olhar desconfiado, passamos por eles com um pouco de receio para sair do viveiro.

No Viveiro Pantanal há exemplares de espécies que vivem na maior planície alagável do mundo, como guarás, garças, seriemas, tucanos e outras espécies. Porém não tem o famoso tuiuiú (ou jaburu), ave símbolo do Pantanal. A gente nem queria entrar nesse viveiro, os animais estavam agitados e só tinha a gente lá. Criamos coragem e entramos.

O ataque tucano

Entramos bem devagar para não assustar os tucanos que estavam agitados, voando de um lado para o outro. Quando estávamos no meio do meio do caminho, um deles sentou no corrimão da passarela e começou a abrir o bico, mostrando a língua. Foi uma cena inusitada.

Mesmo assim continuamos andando, bem devagar, e ele continuava seu ritual. Quando chegamos perto dele, ficamos com medo de passar, paramos por alguns minutos, pensando em voltar e nisso sofremos um ataque aéreo: um tucano passou dando um rasante nas nossas cabeças. Levamos um baita susto.

Esse foi o estopim para gente tomar a decisão de voltar. Agachados e um de costas pro outro, para ampliar nosso ângulo de visão, voltamos em marcha “ré” e devagar, sem fazer barulho.

Quando saímos do viveiro foi só risada, que cena! Se alguém viu a gente saindo do viveiro deve ter dado muita risada =D

Os tucanos sentiram que nos não gostamos “deles”, isso, por tudo que eles não fizeram para o Brasil e principalmente por eles terem destruído a educação pública no estado de São Paulo com esse sistema de progressão continuada (onde não há reprovação). Isso sem citar o resto. Enfim, usando a metáfora não gostamos de tucanos e eles não gostaram da gente. Mas quero deixar claro que gosto da ave, do animal tucano.

 

Parque das Aves além dos tucanos

Continuamos pela trilha, passando por fora do viveiro. Em seguida tem a área das harpias, corujas, papagaios, urubus e répteis como jacarés e sucuri, e mais espécies de tucano.

 

Mais foi quase no final do percurso que uma ave chamou nossa atenção por ser diferente de tudo que já tínhamos visto antes. Seu corpo é recoberto de penas pretas, sua cabeça é azulada, exibindo ainda uma protuberante crista óssea. O porte da ave é parecido com o avestruz, porém o Casuar Australiano é mais forte e tem em suas pernas o seu maior diferencial: são grossas e seus pés tem 3 dedos com garras. Seu chute pode ser fatal. Por causa disso o Livro dos Recordes o intitulou de “ave mais perigosa do mundo”.

A nota infeliz foi que chegamos ao parque faltando 20 minutos para ele fechar. Por isso, não deu tempo da gente visitar as Araras Mansas e tirar fotos com elas no braço. Também não fomos ao Reino das Borboletas.

Na saída tem um restaurante com vista para o lago dos flamingos.

Se tivéssemos planejado melhor, poderíamos economizar tempo chegando mais cedo nas Cataratas do Iguaçu, assim sobraria mais tempo para gente aproveitar melhor o Parque das Aves.

 

Um pouco de história

O Parque das Aves foi fundado em 6 de outubro de 1994 por Dennis Croukamp, um namibiano apaixonado por aves. Essa paixão foi despertada por um papagaio-do-Congo, que ele ganhou quando morava na Namíbia. Quando ele mudou para o Brasil com a família, adquiriu terras e começou a montar o Parque das Aves. Apenas 11 meses depois o parque foi inaugurado e hoje é o maior parque de aves da América Latina.

 

• Hospedagem em Foz do Iguaçu

 

Quanto custa?

Entradas: R$ 20,00/por brasileiro
Estacionamento: gratuito

 

Mapa do Parque das Aves