Villavicencio

11º Dia (01/01/13, ter): Primeiro dia de 2013, em Villavicencio

Total de Km percorridos (de carro) no dia: 129,6

Depois de dormir bastante e de um café da manhã reforçado, partimos para um bate-volta a Villavicencio, uma reserva de água mineral muito conhecida na Argentina, que fica a aproximadamente 50 quilômetros de Mendoza.

Nosso principal objetivo era conhecer el camino de las 365 curvas e seguir até Uspallata pela Ruta Provincial 52.

Saímos do hostel às 14h15min, seguimos pela RP52, passamos por uma fábrica de cimentos em meio ao deserto e havia muita gente fazendo churrasco na beira da estrada, provavelmente isso deve ser um costume de começo de ano, um fato muito peculiar já que aquela região é árida e estava muito calor.

Passamos por uma barreira da guarda ambiental que estava orientado as pessoas sobre os locais onde era permitido “fuego” e dos cuidados para não fazer “fuego” nos locais proibidos. Os guardas foram muito simpáticos com a gente.

Quando faltavam aproximadamente 10 quilômetros para chegarmos a Villavicencio um pneu estourou! Paramos no acostamento. Tentamos trocar o pneu, mas ele girava junto com o parafuso e a chave de roda acabou entortando e esfolando.

Começou a bater um certo desespero, estava muito calor, tínhamos pouca água e estávamos parados no meio de uma região árida e pouco movimentada. Nenhum carro, por livre e espontânea vontade parou para nos ajudar, então começamos a dar sinal para quem passava, até que uma caminhonete que seguia para Mendoza parou.

O rapaz pegou a chave de roda dele e tentou tirar o pneu do nosso carro, mas a chave era muito grande e não deu certo. Então pedimos para ele chamar os guardas que estavam à frente.

Em pouco tempo os guardas chegaram e com toda simpatia tentaram ajudar. Porém nenhuma ferramenta deu certo. A solução foi parar algum carro popular, parecido com o nosso, para emprestar uma chave de roda. Os próprios guardas fizeram isso.

Eles pararam um Gol com uma família, a chave era do tamanho certo. O motorista e os guardas fizeram questão de trocar o pneu para gente. Apesar da “molestias” gerada por nos, eles foram super atenciosos.

Fim daquele mito criado pela Rede Globo (leia-se Galvão Bueno) de que argentino detesta brasileiro, deve ser o contrário, brasileiro odeia argentino pelas besteiras que ouve nessa emissora que atinge uma grande massa verde e amarela.

Problema resolvido, porém tivemos que cancelar boa parte dos nossos planos, pois estávamos sem estepe já no começo da viagem. Fomos só até o Hotel Termas Villavicencio sem passar por el camino de las 365 curvas, com medo de outro pneu estourar e da gente ficar na estrada.

Passamos no centro de informações da Reserva Natural de Villavicencio, pegamos alguns folhetos e visitamos um museu – sobre o local – e o Jardín de Cactus.

Depois seguimos para o Hotel Termas Villavicencio. Atualmente desativado, fica aberto para visitação do seu entorno, como a capela, jardim e mirante. A entrada é gratuita e nesse dia tinha muita gente fazendo churrasco.

Visitamos o jardim que tem espelho d’água com vista para o hotel e fontes (desativadas) com águas Villavicencio.

Depois fomos a Capilla e ao mirante que fica ao lado dela. Do mirante dá para ver várias montanhas e a RP52.

Voltamos para Mendoza e fomos direto ao Parque General San Martín, onde apenas demos uma volta de carro. O parque tem um grande lago onde os argentinos ficam em volta curtindo um som, relaxando e praticando esportes. Ainda dentro do parque tem uma universidade, estádio de futebol, zoológico e o Cerro de la Gloria.

Aproveitamos para abastecer antes de voltar ao hostel. Paramos em um YPF e colocamos a Nafta Super por AR$ 6,33 o litro, enchemos o tanque, pois o preço estava bom e precisávamos de combustível para atravessar a Cordilheira dos Andes no dia seguinte.

Na hora de pagar, nosso cartão de débito não funcionou e precisamos ir a pé até o Santander da Av. San Martín fazer um saque, aproveitamos para sacar mil pesos argentinos aproveitando a tarifa que é cobrada por saque.

Voltamos ao hostel e tomamos banho para ir jantar. Fomos em um restaurante no Paseo Sarmiento, uma “viela” com vários restaurantes e barzinhos. Pegamos o combo que estava em promoção: arroz, guarnição, bife de carne, taça de vinho e sobremesa. Estava delicioso, principalmente a carne. O preço de dois combos ficou perto dos R$ 50.

Depois dormimos para no dia seguinte comprar um estepe para atravessar mais uma fronteira, a do Chile!

 

Mapa do dia


Visualizar Mendoza e Villavicencio em um mapa maior

 

Hospedagem em Mendoza

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 90,10 (AR$ 200,00)*
Alimentação: R$ 49,50 (AR$ 110,00)*
Combustível: R$ 100,90 (AR$ 224,00)

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 4.075,2

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
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