Total de Km percorridos (de carro) no dia: 676,4

Continuando em nossa rota de retorno ao Brasil, acordamos cedo e logo após o café voltamos para a estrada rumo a Córdoba, a penúltima parada para dormir antes de chegarmos a Foz do Iguaçu, no Brasil. Saímos 15 para às 10 horas de Mendoza, pegamos uma rota alternativa utilizando rodovias vicinais, passando por Alta Gracia e chegando a Córdoba às 20 horas.

Saindo de Mendoza pegamos a Ruta 7 (duplicado e com asfalto bom) até o trevo para a Ruta 47, uma estrada vicinal de pista simples com asfalto regular, depois pegamos a Ruta 142 também vicinal simples, mas com asfalto um pouco melhor, até chegarmos à Ruta 20 ainda pista simples, e com asfalto bom, seguimos até Alta Gracia por ela e em nenhuma dessas estradas teve pedágio.

A vantagem de ir por essas estradas é que a fiscalização e o trânsito são menores o que possibilita andar em uma velocidade maior. Nossa velocidade média foi de 120 km/h o que encurtou o tempo da viagem. A desvantagem é que essas estradas passam no meio das cidades, obrigando a redução drástica da velocidade e algumas vezes por falta de sinalização a gente saiu da estrada, entrando na cidade.

Em Vila Dolores paramos para abastecer em um posto da rede Sumi, colocamos a Nafta S a AR$ 7,83 (R$ 3,49) por litro. Como estava muito caro colocamos apenas AR$ 100,00.

Logo chegamos a Mina Clavero, onde passamos pela Sierras Grandes. Na subida da serra tem-se uma visão ampla da região de Mina Clavero, uma região com vegetação rasteira e seca, inclusive na Ruta 20 passamos por algumas pontes sobre rios secos. Paramos para tirar algumas fotos.

Paramos também na nascente do Rio Mina Clavero, que fica ao lado da estrada, ali venta bastante e a sensação térmica é de frio, mas mesmo assim tem quem se aventure em nadar na piscina natural formada pela nascente. Apenas tiramos fotos, “recarregamos” nossas baterias e seguimos viagem.

Uma curiosidade é que do lado de Mina Clavero da Sierras Grandes o clima é seco, com vegetação rasteira e com rios sem água. E do lado de Córdoba o clima muda completamente a vegetação fica mais verde e mais intensa.

Chegamos a Alta Gracia, onde as ruas da cidade não são mapeadas no GPS, e paramos no lago artificial El Tajamar, que foi construído pelos jesuítas em 1659. Em seu contorno tem pista de caminhada/corrida e gramado onde haviam algumas pessoas descansando. Do outro lado do lago fica o Reloj Público, a Parroquia Nuestra Señora de la Merced e o Museo Nacional Estancia Jesuítica de Alta Gracia y Casa del Virrey Liniers.

De lá procuramos o lugar do motivo maior da nossa passagem em Alta Gracia: o Museo Casa del Che. Seguimos as placas e chegamos a Villa Nydia, a casa em que a família Guevara morou entre os anos de 1935 até 1937 e de 1939 a 1943, por causa do ar puro da cidade, na tentativa de amenizar os ataques de asma do ainda menino Che. A casa tem esse nome, pois Nydia era o nome da filha mais nova do primeiro proprietário da casa. A família Guevara mudou-se para Alta Gracia em busca de alívio para a asma do pequeno Ernesto Guevara de la Serna, na época chamado de “Ernestito”.

Após passarmos pela bilheteria e pagar AR$ 45,00 (R$ 20,00) por pessoa, no valor para estudantes, entramos pela varanda, onde há uma estátua do menino Che e alguns painéis mostrando as casas em que a família morou em Alta Gracia. Também tem uma chama.