Museu

17º Dia (07/01/13, seg): Sierras Grandes e Museo Casa del Che

Total de Km percorridos (de carro) no dia: 676,4

Continuando em nossa rota de retorno ao Brasil, acordamos cedo e logo após o café voltamos para a estrada rumo a Córdoba, a penúltima parada para dormir antes de chegarmos a Foz do Iguaçu, no Brasil. Saímos 15 para às 10 horas de Mendoza, pegamos uma rota alternativa utilizando rodovias vicinais, passando por Alta Gracia e chegando a Córdoba às 20 horas.

Saindo de Mendoza pegamos a Ruta 7 (duplicado e com asfalto bom) até o trevo para a Ruta 47, uma estrada vicinal de pista simples com asfalto regular, depois pegamos a Ruta 142 também vicinal simples, mas com asfalto um pouco melhor, até chegarmos à Ruta 20 ainda pista simples, e com asfalto bom, seguimos até Alta Gracia por ela e em nenhuma dessas estradas teve pedágio.

A vantagem de ir por essas estradas é que a fiscalização e o trânsito são menores o que possibilita andar em uma velocidade maior. Nossa velocidade média foi de 120 km/h o que encurtou o tempo da viagem. A desvantagem é que essas estradas passam no meio das cidades, obrigando a redução drástica da velocidade e algumas vezes por falta de sinalização a gente saiu da estrada, entrando na cidade.

Em Vila Dolores paramos para abastecer em um posto da rede Sumi, colocamos a Nafta S a AR$ 7,83 (R$ 3,49) por litro. Como estava muito caro colocamos apenas AR$ 100,00.

Logo chegamos a Mina Clavero, onde passamos pela Sierras Grandes. Na subida da serra tem-se uma visão ampla da região de Mina Clavero, uma região com vegetação rasteira e seca, inclusive na Ruta 20 passamos por algumas pontes sobre rios secos. Paramos para tirar algumas fotos.

Paramos também na nascente do Rio Mina Clavero, que fica ao lado da estrada, ali venta bastante e a sensação térmica é de frio, mas mesmo assim tem quem se aventure em nadar na piscina natural formada pela nascente. Apenas tiramos fotos, “recarregamos” nossas baterias e seguimos viagem.

Uma curiosidade é que do lado de Mina Clavero da Sierras Grandes o clima é seco, com vegetação rasteira e com rios sem água. E do lado de Córdoba o clima muda completamente a vegetação fica mais verde e mais intensa.

Chegamos a Alta Gracia, onde as ruas da cidade não são mapeadas no GPS, e paramos no lago artificial El Tajamar, que foi construído pelos jesuítas em 1659. Em seu contorno tem pista de caminhada/corrida e gramado onde haviam algumas pessoas descansando. Do outro lado do lago fica o Reloj Público, a Parroquia Nuestra Señora de la Merced e o Museo Nacional Estancia Jesuítica de Alta Gracia y Casa del Virrey Liniers.

De lá procuramos o lugar do motivo maior da nossa passagem em Alta Gracia: o Museo Casa del Che. Seguimos as placas e chegamos a Villa Nydia, a casa em que a família Guevara morou entre os anos de 1935 até 1937 e de 1939 a 1943, por causa do ar puro da cidade, na tentativa de amenizar os ataques de asma do ainda menino Che. A casa tem esse nome, pois Nydia era o nome da filha mais nova do primeiro proprietário da casa. A família Guevara mudou-se para Alta Gracia em busca de alívio para a asma do pequeno Ernesto Guevara de la Serna, na época chamado de “Ernestito”.

Após passarmos pela bilheteria e pagar AR$ 45,00 (R$ 20,00) por pessoa, no valor para estudantes, entramos pela varanda, onde há uma estátua do menino Che e alguns painéis mostrando as casas em que a família morou em Alta Gracia. Também tem uma chama.

Ao entrarmos no museu fomos recepcionados por uma funcionária, que nos deu um folder-guia do museu em português e a pedido de outra visitante ela fez uma visita guiada e nos acompanhamos.

Os painéis são em espanhol, assim como a guia. Ela falava devagar e deu para entender quase tudo. Passamos por todas as 11 salas do museu, incluindo a sala número 10, a “Korda” – Sala de projeção, onde assistimos um documentário que narra a infância do Che na cidade e a sala número 9, a biblioteca, onde folhamos alguns livros.

Lá tem uma loja de souvenir, mas achamos tudo muito caro. Compramos apenas chaveiros que estava mais em conta, pagamos cerca de R$ 5,00 por chaveiro. Nossa visita ao Museo Casa del Che durou aproximadamente 2 horas.

Saímos de lá e fomos ao centro de Alta Gracia passar pelos pontos turísticos e procurar algum lugar para comer. Estacionamos o carro perto da Plaza Manuel Solares e a pé passamos pela Parroquia Nuestra Señora de la Merced, com estilo barroco colonial e pelo Museo Nacional Estancia Jesuítica de Alta Gracia y Casa del Virrey Liniers, esse prédio foi residência jesuíta, é considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e é o marco “zero” da cidade.

Atravessamos a rua e fomos ao Reloj Público, onde funciona um Centro de Informações Turísticas de Alta Gracia. Pegamos um mapa da cidade, um material muito bem elaborado. Esse relógio foi construído em 1938, em comemoração ao 350º aniversário da cidade. Tiramos algumas fotos do relógio e do lago El Tajamar.

Vimos alguns restaurantes por ali. Entramos em um deles e gostamos do cardápio. Comemos uma espécie de porção de lanches de presunto, queijo e tomate. A gente até ia pedir uma cerveja para acompanhar, mas achamos muito caro. Nossa conta ficou em aproximadamente AR$ 40,00 (R$ 17,86), para duas pessoas.

Ainda tivemos tempo para dar uma volta pelo comércio da cidade que estava aberto e bem movimentado. Passamos por algumas fontes da água em ruas e na Plaza Manuel Solares. Registramos algumas delas:

Depois seguimos para Córdoba pela Ruta 5, que é duplicada com asfalto muito bom e com pedágio no km 11 – AR$ 6,00 (R$ 2,70). Em 50 minutos chegamos em Córdoba e fomos direto ao hotel, no calçadão do centro da cidade. Até a gente estacionar o carro, ir procurar o hotel, levar o carro ao estacionamento, voltar ao hotel com as malas e fazer o check-in, demoramos cerca de 2 horas.

Quando a gente foi procurar o estacionamento indicado pelo hotel, passamos por outro e anotamos o preço. O indicado pelo hotel era mais longe e mais caro, assim, voltamos ao outro estacionamento e deixamos o carro lá. Pagamos AR$ 20,00 (R$ 8,93) por 1 hora + o pernoite.

Voltamos ao hotel com as malas e como o hotel fica no calçadão do centro da cidade, ficamos com medo ao passar por alguns elementos suspeitos, tinha uma senhora possivelmente maluca que gritava para o nada no meio do calçadão. Quando chegamos ao hotel, fizemos o check-in tomamos banho e fizemos a reserva para um hotel em Corrientes, pesquisando na internet e com a ajuda da recepcionista ligamos para alguns hotéis para verificar a disponibilidade, ela não cobrou nada por isso. Depois da reserva feita dormimos.

 

Mapa do dia

 

Hospedagem em Córdoba

As instalações do Garden Hotel são novas e muito confortáveis. Gostamos bastante da suíte e principalmente da cama. A suíte tem ar-condicionado, o chuveiro esquentava rápido e o wi-fi pegava muito bem no quarto. Tudo era novo.

O café da manhã foi servido em uma padaria a um quarteirão do hotel e era no estilo à la carte, veio duas medialunas (croissant), um café ou café com leite, um copinho com água com gás e outro com suco concentrado de laranja, geléias e manteiga.

A localização não é das melhores, fica no calçadão central de Córdoba e em como todo centro de cidade grande a concentração de usuários de drogas é maior. Também tinha algumas pessoas “loucas” e “flanelinhas” mal encarados pedindo dinheiro.

O estacionamento indicado pelo hotel era mais longe e mais caro que um outro. Deixamos o carro no mais próximo. Pagamos AR$ 20,00 (R$ 8,93) por 1 hora + o pernoite.

Uma dica válida para quem pensa em conhecer Córdoba, é acessar o site da trivago, lá você pode encontrar uma vasta opção de hotéis pelos melhores preços.

 

Investimentos do dia

Hospedagem: R$ 154,02*
Alimentação: R$ 17,86*
Combustível: R$ 44,64
Pedágios: R$ 2,68
Passeios: R$ 40,18*
Estacionamento: R$ 8,93

* Valor para 2 pessoas

Total de km rodados na viagem: 5.914,0

 (*) Esse post tem a colaboração financeira de Trivago

Quem escreve?

Sou um típico bicho do mato! À primeira vista pareço um cara estranho, falo pouco, observo muito e quase nunca me enquadro socialmente. Adoro mapas, história e fotografia, inclusive, se eu não fosse programador poderia ser um ótimo arqueólogo. Mas tem alguns mundos onde me encaixo: em um mergulho no mar, no silêncio das montanhas, assistindo à queda de uma cachoeira e até mesmo, dentro de um bom museu.
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