No caminho para a pousada onde passamos duas noites no Pantanal Mato-Grossense, passamos pela Rodovia MT-060, mais conhecida como Transpantaneira. Como já era esperado vimos várias espécies de animais pelo caminho e como não era esperado pegamos chuva e uma estrada sem muita manutenção. Tudo isso dentro do quinto dia (29/12/2013) da nossa viagem de carro pelo Centro-Oeste brasileiro.

Antes da gente ir ao Pantanal, passamos pela Cachoeira Véu da Noiva, o principal cartão postal da Chapada dos Guimarães. Nosso destino final foi a cidade de Poconé e para chegarmos lá, saindo da Chapada dos Guimarães, é preciso passar por Cuiabá. Foi um transtorno só! A cidade estava toda em obras devido a Copa do Mundo e entre um desvio e outro perdemos mais de 1 hora na cidade.  Além de muitos desvios a sinalização era precária ou inexistente.

Depois desse estresse encontramos a saída e dali a poucas horas chegamos a Poconé, uma cidadezinha remota com poucos comércios e habitantes, mas que serve de portal para o Pantanal Mato-Grossense. Como em Cuiabá, ali também não tinha sinalização, pra gente achar a Transpantaneira tivemos que pedir orientação aos moradores.

Depois de algum tempo rodando pela imensidão de retas em meio a planície pantaneira, chegamos ao portal da Transpantaneira. Anexo há um imóvel que deve servir de base para fiscalização. A partir desse portal é que os bichos de fato começam a dar as caras, inclusive os pernilongos. Se você for para lá no verão não esqueça o repelente!

Na cerca ao lado do portal tem uma placa com os dizeres “Casa do Zico” e um desenho de jacaré. Nem demos muita importância, só depois ficamos sabendo que na região os jacarés são chamados carinhosamente de Zico.

A estrada começou a ser construída a partir de Poconé e quando chegou ao rio Cuiabá, na divisa com o Mato Grosso do Sul, acabou sendo interrompida já que seria preciso construir uma grande ponte e na época não acharam (ou não era) viável. Assim a estrada teve seu final forçado na região de Porto Jofre, à margem do rio Cuiabá na divisa com Mata Grosso do Sul. Hoje a estrada possui cerca de 140 quilômetros e 125 pontes de madeira, muitas delas em péssimo estado de conservação e outras com desvios.

Ao lado da pista de rolamento há aterros para reter as águas das cheias, criando lagoas que servem de refúgios aos animais bem perto da estrada. Andar pela Transpantaneira é como se estivesse fazendo um “safári” pelo Pantanal.

Tivemos a sorte de passar pela rodovia pouco antes do pôr do sol, justamente no horário que os pássaros “voltam para casa”. Vimos várias espécies.

Ao passar uma ponte encontramos um micro ônibus parado com alguns turistas olhando para baixo de uma ponte, observando uma lagoa. Também paramos e fotografamos os jacarés, conhecidos na região como “Zico”.

Fomos em frente, sempre com zelo ao passar nas possas de água e com medo de alguma ponte cair, na dúvida quando tinha desvio passávamos por eles.

Demorou um pouco, mas no meio do caminho vimos o Tuiuiú, ave-símbolo do Pantanal onde é a maior ave voadora. E quando dizem “maior” acredite! Ele é do tamanho de uma pessoa.

Estava indo tudo muito bem, tudo muito bonito, até que o tempo fechou e veio a chuva. Conseguimos manter um bom ritmo até a entrada da Pousada Curicaca, mas a partir dali ficou tenso!

Essa essa história contamos em outro post. Clique aqui para ler.

Vale ressaltar que fomos ao Pantanal na pior época possível, na cheia. Nessa época é mais difícil ver os animais já que eles tem muito lugar com água por perto para ficar e não precisam se aglomerar perto de pontos de água. E também no verão tem muito, mas muito pernilongo. O ideal é visitar o Pantanal na seca, entre os meses de maio e setembro.

 

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